sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Natal, Ano Novo e ainda aniversário, assim tudo junto em poucos dias torna inevitável fazer aquele balanço de consciência – para saber se aquele ano que fica para trás realmente valeu a pena.

2011 foi de muitas emoções contraditórias, sucesso no trabalho, mas de perdas significativas. Logo no inicio do ano perdi minha mãe. Deus a meu ver a chamou cedo demais, não deu tempo dela conhecer a Júlia, mas ela já sabia que seria a Júlia, mesmo sem a confirmação da ultrassom.

Altos e baixos financeiros, já em fevereiro sofremos um acidente de carro que causou a perca total do nosso carro, depois muita enrolação e incomodação com o seguro terminamos o ano de carro. Em janeiro de 2011 morávamos na Batcaverna, mudamos três vezes até encontrarmos um lugar legal para a Júlia nascer, parece que foi a 1ª casa de verdade que tivemos e foi pertinho da sogra... Mas, mais do que era esperado (e eu achava inacreditável que acontecesse) comemoramos as festas na casa nova, nosso tão sonhado apartamento. O compramos na planta e parecia um sonho distante de se concretizar.

Teve o nascimento da Júlia, uma gravidez inesquecível, um parto mais ainda. Depois de muita angústia sobre como seria o parto, optei pelo parto normal. E contra todos, pois de fato ninguém acreditava que eu suportaria – eis que suportei. O último mês da gestação foi de repouso e muita, muita paciência. Cólicas intermináveis, que por vezes eu rogava que nascesse logo. Mas, ela veio no tempo certo, apenas uma semana adiantada. 8 horas de contrações em casa até que se rompeu a bolsa, fomos para o hospital e foram mais 13 horas até o parto. Quase 24 horas naquela expectativa e então eu tive o momento mais gratificante da minha vida, enfim, senti que ali me tornei mulher. Não foi na concepção do Bê ou da Júlia, não foi ao casar, foi ali no momento do parto normal, ali que me senti inteira, completa, uma mulher de verdade. E não tem dor no mundo que roube a glória desse momento, conceber de verdade, parir. E se eu pudesse voltaria no tempo e teria o Bernardo também assim. Parto normal. Parto natural. A vida fluindo de acordo com a vontade de Deus.

E foi nos momentos em que cansei de brigar com a vida, que Deus se manifestou e tudo se resolveu. Não importa o quanto tivessem sido meus esforços, foi a vontade d’Ele que no final prevaleceu.

E 2011 teve esse saldo de vida. Vida de verdade.

Para quem no passado julgou minhas escolhas erradas, incertas e volúveis, hoje minha vida é a prova de que as escolhas foram acertadas. Se eu tivesse ido por outros caminhos, quem sabe terminado a faculdade, eu não teria hoje comigo as pessoas que mais me fazem feliz. Então fica a minha felicidade em dizer: eu acertei.

E não podia esquecer ainda que amanhã é aniver do marido – meu companheiro nisso tudo e em muito mais, sem ele nada disso seria real, e muito menos bom.

Amor, sei que brigamos muito neste ano que passou né? Mas, aprendemos e concordamos que geniosos do jeito que somos é brigando e discordando que no fim nos entendemos e você tem me ensinado muito sobre isso. Te amo demais, obrigada por ter tornado aquele quadro branco que você encontrou nesta pintura linda!

Feliz aniversário e que em 2012 a vida nos proporcione isso: mais altos e baixos, porque foi sempre passando por eles que crescemos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


Depois de tantos meses sem escrever nada direito e levando em consideração tudo que quero descrever agora me limito apenas a uma frase:

Sim, o poeta só escreve na dor.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Conselho...

Nada ao acaso lembrei-me de um conselho que meu pai, num momento em que realmente foi pai, me disse.
Aos 16 anos, ele me disse que eu poderia escolher entre um dia escolher, ou ser escolhida.
Sempre pensei nisso nos momentos absurdos, mas sempre achei que não era tão radical assim.

Hoje sei que ele estava certo, eu fiz minhas escolhas, e não as julgo erradas, mas condizentes com a minha realidade. No entanto, hoje também colho as consequências por não ter dado ouvidos aquele conselho.


...Prova, de quem nem tudo foi tão ruim, embora quase nada perto dele tenha sido realmente bom.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Um ano, por escolha

Casamento, é uma história engraçada de duas pessoas que acreditam demais uma na outra.
Há um ano, quando ainda curtia os emocionantes momentos de preparativos para a festa, a prova do vestido, as decisões de usar ou não buque, a cor do sapato... Não, eu de fato não imaginava o que estava por vir.
A mudança de vida esperada, a casa da sogra, o abraço de toda noite, ele para acordar e fazer mamadeira. Quanta novidade! Ter alguém ali quase 24hrs, para me ouvir, apoiar, mostrar caminhos, sonhar e planejar. Alguém que o Bê poderia chamar de pai a vida toda e que trocaria as fraldas dele por mim.

Então veio a vontade de aumentar a família, a decisão de não retormar a faculdade, a descoberta de dois cistos que impediam o primeiro desejo. As brigas com a sogra, a mania dela de levar café pro marido, pro filho e pra nora na cama e querer lavar as nossas roupas.
Mais em frente a decisão de comprar um apartamento e de fato a alegria de comprá-lo. Depois, trocar a moto por um carro, e adquirir o carro e deixar a moto. Finalmente em 9 meses (como tudo em minha vida...), a decisão de pagar aluguel. Encontramos a nossa casa, e uma proprietária chata, que se metia com a conta de luz que nós pagavamos, com as garrafas de água que jogavamos fora.
Encontramos a segunda casa, e aí sim um lar. O quartinho do Bê, um liquidificador novo e um ferro de passar roupa. A divisão dos serviços da casa e depois de comer mal durante quase três meses, a opção de que cozinhar não é uma opção para nós.

Foram 300 e tantos dias de emoções constantes e decisões.
Das mais simples as mais complexas, mas o importante é que para nós dois outra decisão foi constante, foi a nossa escolha de todos os dias... a de estar ao lado do outro.
Mesmo, quando tivemos problemas financeiros, mesmo quando tivemos vontade de nos separar um da família do outro.
Estivemos ali, um para o outro todos os dias, em todos os momentos, nos de amor, nos de raiva, nos de conflito, nos de imperfeição e todos estes construiram essa base sólida - que chamamos de casamento.

Marido, isso é para ti, porque acreditou em mim como ninguém mais, porque lutou por mim como ninguém mais, porque me tomou para ti - nos tomou para ti, por me escolher todos esses dias... Teamo! Desse jeito mesmo, do avesso, pois só sei amar desse jeito - meu jeito.
E agora virão outros anos, mais uma festa de casamento - a do matrimônio. Virá mais uma afilhada, outros problemas. Mas, não importa, porque sei que estaremos ali.

....

Só não te perdoô de uma coisa - teres feito do meu Bê um colorado... e assim o tornaste mais teu, que meu...
=)
Têamo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O amor assim tão simples e tão brusco.
Tão complexo na sua simplicidade.
Amor assim, tão fugitivo e tão acessível.

Seremos felizes na Temporada das Flores?