Terça-feira, Julho 15, 2008


Não é comum do Palavras publicar obra de outros autores, porém abrimos exceção e criamos o Tag: Amigos do Palavras.
Abaixo poesia de outro poeta, amigo de longa data:


Fada

Quão quisera eu, minha amada;
Em tua doce presença, surpreender-me de tal jeito;
Quisera eu provar o mel do teu beijo,
Que num simples passe de mágica
Aquece o coração no peito;
És uma doce fada.

De todo jeito
Quero te amar
E no teu beijo
Vou viajar.

Provar do teu doce beijo;
Deleitar-me em tua pura beleza;
Te amar assim é loucura ao extremo,
Loucura, doce loucura que minh'alma almeja

Por todo jeito
Vou te amar
E em teu beijo
Me deleitar

Amada, doce encantada
Doce alada, pousa em minha alma
És com certeza uma fada.

Autor: Caio Vinicius Ourique Loureiro

Segunda-feira, Julho 14, 2008


Parte de una canción - Si nada valgo sin tu amor (Juanes):

"Cuando el tiempo pasa
Y nos hacemos viejos
Nos empieza a parecer
Que pesan más los daños
Que los mismos años
Al final...

Y es que vale más
Un año tardio
Que un siglo vacío amor
Y es que vale más
Tener bien llenito el corazón
Por eso yo quiero
Que en mi mente siempre
Tu cariño esté bien fuerte
Aunque estemos lejos
O aunque estemos cerca
Del final

Ven amor...
Me siento débil
Cuando estoy sin ti
Y me hago fuerte
Cuando estás aqui
Sin ti yo ya no se que es vivir
Mi vida es hundura sin tu luz
Quiero pasar
Más tiempo junto a ti
Recuperar las noches
Que perdi
Vencer el miedo inmenso
De morir y ser eterno junto a ti..."

Vale la pena escuchar!
http://br.youtube.com/watch?v=oMQ2hBGg0C0

!El corazón que canta a veces a decir lo que esas palabras no se explica!

Fugi da idéia de partilhar os sentimentos de hoje. Embora, haja uma necessidade maior de escrever sobre.
Provei no último mês mais de uma vez da sensação de estar sem sensação alguma. Não saber dizer o que sinto a respeito de algumas experiências.
Estive pensando na retrospectiva desse semestre.
Me fechei para um balanço interior.

Em outra hora assumi compromissos por teimosia, sem muita certeza de que daria realmente conta de tudo a que me comprometia. Mas, por me conhecer acreditando que faria o impossível para não retroceder. Que semestre foi esse!
Loucura total.
Cinco disciplinas na faculdade, três das quais foi estressante cursar.
Trabalho novo, uma carga enorme de trabalho e responsabilidade que nem queria muito ter que assumir. Embora, convencida que era o melhor. E mais do que isso eu precisava desse emprego.
Filho doente inúmeras vezes. Caos familiar por tantas coisas a fazer.
Briguei com tanta gente, por tantos motivos.
Não baixei a cabeça. Muitas vezes por orgulho. Mais do que certezas de razão.

Vivi tanto, que em outras horas tive medo.
Me permiti a coisas que se imaginei, nunca assumi.
Mudei de planos. Me obriguei a abandonar sonhos.
Tive que mexer na estrutura.
E por fim está na hora da mudança.
Admito, tenho medo.
Medo das escolhas erradas, de não saber chorar.
De bater de frente com o inimigo.
E ele não é quem pensam.

Quis tanto tudo isso que vai acontecer, e agora receio.
Espero não ter errado. Espero não errar.
Olho para trás e fico feliz de ver que consegui.
Aprovei em todas as disciplinas, o Bernardo hoje está bem. Estamos juntos. Vamos mudar.
Tenho amigos que são sem dúvida a família que escolhi.
Me fazem melhor, me tão força. Seguram as pontas junto comigo. Riem, choram. Abraçam.
Me entendem e puxam a orelha quando necessário também.
São de verdade.

Assumir.
Ooohhh palavrinha difícil!
Esquecer.
Mais ainda.

De tudo que houve restam poucas coisas. Muitas pessoas.
Muitos amores. Maiores que tanta coisa.
Vale saber que até aqui sobrevivemos, há quase um ano. Vingamos.
E haja o que houver, persistiremos.
Sem saber ao certo quando, tenho certeza de que ficaremos bem.

E que venham outras dores!
Risos.

Domingo, Julho 13, 2008


Ontem não olhei o ocaso, fiz coisas diferentes do planejado.
Aconteceram outras esperadas.
Tomei uma atitude nova. Me senti bem assim.

Ah! Tive uma decepção. Só para equilibrar a felicidade.
Estou contando o tempo.
Começou a chegar um ar frio.
Não por medo, por ansiedade sim.
Será uma semana de grandes emoções. De grandes mudanças. E acredito que vou ser feliz.

Acabei outras coisas que sentia inacabadas. E me sinto bem agora.
Fechei túmulos. Pelas minhas contas fechei a todos. Agora deu. Acabou.
Senti menos e mais. Depende do quê.

Não vou ouvir algumas coisas que gosto. Sei que vai ser melhor.
Ontem me senti outra, a oficial. Engraçado isso também.
Descobri que o conceito de respeito é relativo.
De caráter também.
Não me deixou muito contente isso, mas beijei a minha realidade.

Beijei mais.
Abracei menos.
Sorri o necessário.
Percebi pessoas, que como dizia um amigo, são prá lá de desnecessárias.
Atitudes que reprovo. Muitas. Não por preconceito, por me julgar incapaz de cometê-las.

Saudades de algumas coisas. Mas, sem melancolia.
O dia de hoje foi feliz. Almoço entre amigos do s2 e da alma.
Conversas que demorarei para ter novamente, com tanto tempo, tão cheia de detalhes, de presença.
Coração aberto ao novo. Como conselho, em espírito de estréia!

Eu e o Bernardo estivemos bem. Rimos, ele mais do que eu sempre. Acreditem! Risos.
Brincadeiras, graças, au au, imagens inpagáveis. Momentos singulares e especiais.
Mc Shake e batata frita, faltaram pessoas.... mas, com o Bê foi tão bom ainda assim!
Muitos abraços, dedicações de amor, do homem mais importante na minha vida: o meu pequeno príncipe! Leãzinho que ensinou-me Espatodea.

Um domingo que quero que se repita. Não igual, mas assim. Tranquilo, calmo, harmônico e familiar. Com a família que formei.
E amo mais hoje. Me sinto menos culpada. Me sinto mais leve.

E sinto que amanhã vai ser tão bom. Amanhã é um dia a menos da vida velha. Um dia a mais para a chegada da vida nova.

Assim! Simples. Sem dor. Com sorrisos de sobra!

Sábado, Julho 12, 2008

E hoje quero olhar o ocaso.
Quero olhar sem pensar no que pode lembrar-me.
Sem temer o que posso sentir.

Ao olhar tentar descobrir outros desenhos. Encontrar antigos também.
Quero encontrar as respostas que não estão no chão.
Quero olhar e esquecer alguns sonhos. Inventar novos.

Pensar ao acaso em tudo que não fiz e no que fiz demais.
Em quem mereceu e em quem não.
Olhar o ocaso de olhos fechados. Ver o que ninguém diz.

E talvez nem pensar.
Um céu sem poesias de Galileu.

....
A sorte está no encontro do que se deseja e na possibilidade de ter.
Na igualdade entre querer e realizar.
Entre o pesar e o se arrepender.
Sorte é estar e ir.
É ficar e não se ferir.
É acreditar e não ver.
É amar o que se tem. Querer o que se consquista.
Fotografar o momento.
Jogar no baú.
E limpar o mofo de vez em quando.
; )

Sexta-feira, Julho 11, 2008


Algum tempo que eu não ouvia uma voz.
Primeira vez que tive a sensação que algo não está incabado, mesmo sem ao certo saber se está acabado.
Uma tarde interessante. Uma tarde normal.

Um desapego.
Uma consideração.
Um inicio e mais um fim.

Uma semana.
Seis meses.
Um ano.

O tempo que fecha ciclos.
A vida que recomeça.
Os sonhos que insistem em existir.

Um beijo de despedida.
Um abraço de lado.
Vários beijos.
Alguns sorrisos.
Outras lágrimas.

A certeza de que haja o que tiver havido, fui feliz.
E talvez, porque não, fomos.

=)

Quinta-feira, Julho 10, 2008


Ainda vou descobrir porque as pessoas julgam as outras por tolas.
Acreditam piamente que sabem mentir.
Meu radar normalmente não erra. Eu erro algumas vezes. Finjo não ver o alerta.

Fiquei um bom tempo sem acreditar em tudo e nada. De repente resolvi jogar contra a realidade e sabia logicamente dos riscos.
Não me arrependo. Me fere sim o fato de me julgarem assim tão tola. Tão ingênua.

Não preciso dizer mais. Coisas assim não devem ser ditas.
Fico feliz por ser cedo. Podia ser pior. Sempre pode.
Quem sabe volto a acreditar no nada. Ele me parece menos vazio.

Quarta-feira, Julho 09, 2008

Quando ele beija minha boca, me perco toda.
Ele me faz querer mais.
Lembro das estrelas.
Gosto de seu sorriso espontâneo, de achar graça nas besteiras que digo, de quando respondes as perguntas mais tolas que invento.

Gosto daquele furinho na bochecha, e do abraço que é só dele.
Gosto de quando me olhas, e quando me deixas sem graça.
Vou gostando assim.

Gosto de quando me olha nos olhos, de seu jeito de dizer o que quer que seja.
Gosto do jeitinho que chegou, de mansinho, pedindo licença.
Gosto do respeito que intercala suas atitudes.
Gosto do seu cheiro. Adoro.

Gosto até de quando tira sarro das minhas viagens, as baboseiras que em estado normal eu não diria.
Gosto porque se deixou gostar.
Ah! E gosto do jeito que me cativa.

Não gosto muito de estar gostando tanto assim.
De estar assim admitindo, contando, entregando os pontos.
Mas, se a entrega puder ser igual... vale arriscar.

E ah! Gosto dos risos. Sempre.

Tive uma noite com sol, roubaram-me de meus problemas.
Levaram junto parte da sanidade. Deixaram esquecido um grama de felicidade.
Pózinho mágico. Multiplicou-se em risos.

Fui surpreendida, e é bom receber quando não se espera.
Levada em uma garupa que me guardava medos.
Ganhei segurança em um abraço.

Ouvi músicas que não fazem meu estilo, mas agora fazem parte de parte do que sou.
Marcaram um momento.
Entrega total e parcial. Pensei em ser metade, fui por inteira.
Contei segredos que guardo de grandes amigos.

Em um olhar, em um sorriso, no silêncio, no abraço, em um beijo. O completo.
Perguntei "quê?", ouvi um "quer?". Ouvi um sonoro riso. E assim entendemos.
O quê de nossos encontros, vai além do estar junto, tem a ver com que se partilhar.
Tão recente, tão aconchegante.

Alguém que chegou no final do jogo, teve sorte. É final de campeonato. Ganhamos acréscimos.
Quem sabe no empate, vamos aos pênaltis?
Estou torcendo pro adversário. Se ele ganhar, ganho também.

Quando se sabe que vai terminar você tem duas escolhas, esquecer ou se jogar fundo.
Eu que nem pensei no sim, me joguei.
E assim alguém me fez feliz. Acho que fiz alguém feliz também.
Ele me faz 'demais' do que sou. Ele me faz querer ficar um pouco mais, ir um pouco menos. Permanecer mais tempo.

Será que somos "pecinhas de lego"? Sempre vou me perguntar. No final encontrei aquele risinho tolo no canto da boca me dizendo: "Pronto! Encaixou."
Ainda assim é essência duvidar um pouco mais. Acreditar assusta. Duvidar instiga mais.

O que mais gosto é o riso. Sempre. Essa maneira de tornar tudo tão simples.
Rimos ao falar, rimos no silêncio, ris quando cantas, rio por estar tão perto.
Nem esperava segredar tantos detalhes em tão pouco tempo.
E me faz melhor assim. Me cativas. Me conquistas. Faz-me querer te conquistar.

Acho que andava distraída. E a receita funcionou!
Gosto? Capaz...