terça-feira, 17 de março de 2009

Teorias

Dois rios.
Não sou por inteira, sou o que desconheço.
E tudo o que conheço e creio que sou é uma meia verdade.
São aulas que me tiram do real, talvez. A paixão antiga pelo que não entendo. A semiótica da vida. Sou um não lugar. Sem estado, sem rotina, sem permanência.
Me disseram que desenvolvi um transtorno de humor.
Mais um??
Sem amor por nada. Sem vida. Sem perspectivas. Vazia.
Consegui nestes meses perder a tudo. Perdi a mim.
Brevemente eu me encontrei, e uma vez mais abandonei.
Na dúvida, o que escolher?
Perdi o medo do desconhecido. Pela primeira vez desejo-me jogar a ele. Ou não desejo nada.
Sou contradição.
Sou meu avesso, quando não sou o que vês. Já não sou o que vejo.
Incomunicabilidade. Logo eu que sou palavras.
Me distorceram. E com tais guardo o que não quero.
Quero voltar. O que eu fiz?

Sou, por fim e desde o início, instabilidade.

terça-feira, 10 de março de 2009

Manhã

A menina que vinha,
andava sem rumo.
Nos cabelos molhados
a brisa leve da manhã.
Ela ia à saída, buscando soluções.
Andando sem pensar, sentiu arrepios
o frio, o temor.
Lembrou-se do casaco esquecido nas mãos,
foi automático vestir-se.
E viu sumir entre o zíper,
o afago do colo antes a mostra pelo decote.
Ali, sempre assim tão menina e tão mulher.
Com passos seguros, sem saber onde ia.
Mais de uma vez parou.
Olhou, respirou, sentou e continuou.
Não sabia nem o que fazia por ali tão cedo.
Mas, agora observara - o sol ia longe, já estava acima dela.
Numa prece baixinha agradeceu pelo céu, pelas nuvens brancas e escassas.
Ouviu o som dos pássaros. Há quanto tempo não ouvia?
Tão rodeada e tão só.
Hoje havia alguém que a entendia, mas estranhamente isso a incomodava.
Havia se acostumado a estar só.
O frio que percoria-lhe o corpo, lembrava o quanto estava longe do que era.
Nem conformação, nem rebeldia. Nem nada.
Não sabia descrever o que sentia.
Limitava-se. E no limite - o sono.
E no sono, a vontade de abandonar-se.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sem espantos


Tudo pode mudar,
eu quero que quase tudo mude.
E pra finalizar, 'eles' também.

A bruxa está solta? Talvez...
Eu voltei de certa forma,
E quero voltar pra outros lugares também.

Tinha prometido não usar o Palavras como diário, mas hoje é o único meio de comunicação comum com algumas das pessoas que mais me são caras. Pessoas, não se assustem com as próximas possíveis notícias...


Kisses!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rosas e saudades...





Pensei em diversas formas de escrever, sinto que não posso seria injusta. Então seguem algumas letras de músicas, e sei que cada um saberá a qual pertence.

Amo cada um dos que deixei, e deixei com vocês mais uma parte minha. E trago comigo partes suas.


"Cuando el tiempo pasa
Y nos hacemos viejos
Nos empieza a parecer
Que pesan más los daños
Que los mismos años
Al final...Por eso yo quiero
Que mis años pasen
Junto a ti mi amor eterno
Junto a mi familia
Junto a mis amigos y mi voz
Porque nada valgo
Porque nada tengo
Si no tengo lo mejor
Tu amor y compañía
En mi corazon
Y es que vale más
Un año tardio
Que un siglo vacío amor
Y es que vale más
Tener bien llenito el corazón
Por eso yo quiero
Que en mi mente siempre
Tu cariño esté bien fuerte
Aunque estemos lejos
O aunque estemos cerca
Del final
Porque nada valgo
Porque nada tengo
Si no tengo lo mejor
Tu amor y compañía
En mi corazón
Ven amor...
Me siento débil
Cuando estoy sin ti
Y me hago fuerte
Cuando estás aqui
Sin ti yo ya no se que es vivir
Mi vida es hundura sin tu luz
Quiero pasar
Más tiempo junto a ti
Recuperar las noches
Que perdi
Vencer el miedo inmenso
De morir y ser eterno junto a ti
Porque nada valgo
Porque nada tengo
Si no tengo lo mejor
Tu amor y compañía
En mi corazón.
Por eso yo quiero
Que en mi mente siempre
Tu cariño esté bien fuerte
Aunque estemos lejos o aunque estemos cerca
Del final
Porque nada valgo
Porque nada tengo
Si no tengo lo mejor
Tu amor y compañía en mi corazón"
Juanes - Si Nada Valgo Sin tu Amor
"Se tem bigodes de foca
Nariz de tamanduá
Parece meio estranho,hein?!
Também, um bico de pato
E um jeito de sabiá.
Mas se é amigo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro, adoro
Difícil é a gente explicar
Que é tão lindo.
Se tem bigodes de foca
Nariz de tamaduá
E orelhas de camelo,né?!
Mas se é amigo de fato
A gente deixa como ele está.
É tão lindo
Não precisa mudar
É tão lindo
É tão bom se gostar
E eu adoro, é claro
Bom mesmo é a gente encontrar
Um bom amigo.
São os sonhos verdadeiros
Quando existe amor
Somos grandes companheiros
Os três mosqueteiros
Como eu vi no filme.
É tão lindo
Não precisa mudar
É tão lindo
Deixa assim como está
E eu adoro e agora
Eu quero poder lhe falar
Dessa amizade que nasceu
Você e eu
Nós e você
Vocês e eu
E é tão lindo!
- Tia é tão legal ter um amigo!
-É maravilhoso!
Mesmo que tenha bigodes de foca e até nariz de tamanduá
E orelhas de camelo tia,lembra?
- Orelhas de camelo!
- É mesmo, orelhas de camelo, mas é amigo, né?
Então não se deve mudar."
Eliana - É tão lindo

"Quem me dará um ombro amigo
quando eu precisar?
E se eu cair, se eu vacilar,quem vai me levantar?
Sou eu, quem vai ouvir vocêquando o mundo não puder te entender
Foi Deus, quem te escolheu pra sero melhor amigo que eu pudesse ter
Amigos, pra sempre
Dois Amigos que nasceram pela fé
Amigos, pra sempre
Para sempre amigos sim, se Deus quiser
Quem é que vai me acolher,na minha indecisão
Se eu me perder pelo caminho
quem me dará a mão
Foi Deus, quem consagrou você e eu
para sermos bons amigos, num só coração
Por isso eu estarei aquiquando tudo parecer sem solução
Peço a Deus que te guarde(que te guarde, abençoe e mostre a sua face)
E te dê a sua Paz."

Anjos de Resgate - Amigos pela fé


"Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz
Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar"

Leoni - Fotografia

"Eu sei que de fato eu fui feliz!"

Obrigada por cada um de vocês fazerem parte do meu jardim, embora ainda não possa ter compartilhado com todos que eu gostaria.

Kisses!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Nem tão Schali, tampouco Maísa...

Sim, to com problemas. Não vou apelar aos meus eternos ouvidos. Não vou nem chorar mágoas dessa vez. O silêncio me tem feito companhia nesta semana interminável.
Nem sei direito como escrever, como explicar. Não dá.
É uma sensação tão fria, quanto a chuva que caiu há pouco. Estou gélida.
Insisto em ser a criatura que crê no amor, na palavra, no olhar, no compromisso não dito.
Insisto em ser sonho numa realidade crua. Onde não amam, não compreendem, nem mesmo se importam.
Se estou triste? Estive.
Não por um motivo, nem mesmo por um homem.
Mas, pela infelicidade de ter vivido (ou sobrevivido) a estes dias inúteis dessa semana enfadonha e sem graça. Quatro dias sem comer, três dias sem sair do quarto, de casa, do meu mundo (que por sinal mudou de endereço, e eu nem sei como achar).
Vi filme bonitinho, e não comi pipoca, e não tive abraço.
Ouvi música dor de cotovelo, sem colo.
Chorei, sem lágrimas.
E por fim desabafei, mas ainda sem palavras. Ao menos as palavras certas.
Eu li o Crônicas, Bruna. Estava tentando me encontrar por lá. Estava tentando te ler e descobrir uma fórmula mágica para colocar no papel o que desaprendi. Minha psicóloga foi viajar na hora em que mais preciso dela (sim, eu sei. Eu preciso dela toda semana, duas horas no mínimo...). Mas, esta semana foi pesada. A velha sensação que minha sanidade já foi para o espaço.
Hoje eu quis jogar o cachorro pela janela (foi porque ontem ele mijou na minha cama e no meu travesseiro, foi porque hoje ele comeu o almoço do Bernardo, porque ele rosnou e porque desde que o conheci não o suporto - um a mais para disputar atenções com o infeliz do meu genitor, que já não me permito mais denominar como pai).
Ontem eu quis me jogar da sacada, foi a falta de perspectiva, a falta de esperança no futuro, a falta da paciência, a ansiedade pelo ontem, o cansaço, o ócio (que me atormenta), a incredulidade, a ausência do verbo, e o sonho com o namorado que nem existe.
Eu já esbravejei e tive vontade de quebrar pratos, perder a educação e dar uma daquelas respostas bem mal-educadas e cínicas, eu já quis ser mocinha e uma perdida qualquer. Acho que esta é uma das interrogações que pairam sob minha viagem ao coração. Ser santa ou prostituta. Me permitir ao amor de uma hora com o cara lindo e maravilhoso cheirando a homem e viver do “formato mínimo” por momentos inesquecíveis ou ser a menininha certinha, mãe de família e cultivar a paixão tolinha de uma sentimental ao estilo de ‘Vestida para Casar’ pelo garotão boçal de 22 anos que parece caber direitinho nos meus sonhos de homem para casar, exceto pelo fato que ainda tem que virar homem.
Correr atrás ou esperar que ele morra de saudades (enquanto detono as minhas unhas, a minha jovialidade e meu amor próprio).
Minha deprê chegou a tal ponto que nem chocolate tive vontade de comer, nem sorvete e nem coca-cola. Por sinal apenas agora me dei conta disso. Foi grave?
Eu quero casa, trabalho integral, faculdade noturna, escolinha para o Bernardo, lavar roupas aos sábados e faxinar ouvindo minhas músicas preferidas, quero tomar chimarrão no final da tarde e rir, quero sair com a turma para aproveitar o sábado a noite.
Quero uma casa. Disco velho, não é mesmo? Assim, como dizer que quero me formar, quero casar, quero ter minha Júlia. Mas, definitivamente nada de cachorros e passarinhos. Acho lindo na casa dos outros, mas na minha não!. Nem plantas. Talvez daqui há uns 40 anos eu tenha paciência e trato com estas outras formas de vida, mas no meu presente: não!

Meninas, to indo finalmente para Balneário. To indo ser feliz! (você me inspirou Bruna...risos).

Lembrem-se: eu quero festa, eu quero praia, eu quero risos, Mc dessa vez não, quero cerveja, quero tudo o que até ontem eu não me permitia nem pensar pelas mais diversas desculpas. Por medo de crescer, por não me sentir adulta o suficiente, por ser mãe, por ser filha, por ser católica, ou seja lá pelo o que eu via de empecilho. Por estes nove dias eu quero ser feliz do avesso. Como nunca fui, como nunca me permiti.

Kisses babys!




“No ar que eu respiro eu sinto prazer de ser quem eu sou, de estar onde estou, agora só falta você... / Um belo dia eu resolvi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer e me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto com você/ eu sei que eu nasci,..../ fui andando sem pensar em mudar e sem ligar para o que me aconteceu / um belo dia vou lhe telefonar para dizer que aquele sonho cresceu.../”