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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

...








      E eu espero depois das seis, pelo começo do mês. Eu espero o fim de semana e o começo da sexta-feira. Eu espero demais pelo que não vem. E lá vou eu novamente, toda imaginação. E passado tanto tempo percebo que amor é melhor do que paixão. Amor é calmaria. Sossego e travesseiro. Paixão é cansaço, sobressalto e solidão. O primeiro lhe traz calma, o segundo te invade como um furacão.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Conselho...

Nada ao acaso lembrei-me de um conselho que meu pai, num momento em que realmente foi pai, me disse.
Aos 16 anos, ele me disse que eu poderia escolher entre um dia escolher, ou ser escolhida.
Sempre pensei nisso nos momentos absurdos, mas sempre achei que não era tão radical assim.

Hoje sei que ele estava certo, eu fiz minhas escolhas, e não as julgo erradas, mas condizentes com a minha realidade. No entanto, hoje também colho as consequências por não ter dado ouvidos aquele conselho.


...Prova, de quem nem tudo foi tão ruim, embora quase nada perto dele tenha sido realmente bom.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O amor assim tão simples e tão brusco.
Tão complexo na sua simplicidade.
Amor assim, tão fugitivo e tão acessível.

Seremos felizes na Temporada das Flores?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma lágrima...




Decepcionada demais.
Com várias saudades.
Inúmeras indagações.

Um lápis e uma borracha.
Uma vida nova ali na frente.
Mas, tudo real.

E então a medida certa.

...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mãezinha

A casa esta num vazio estranho, um silêncio que não combina muito com nada.
Falta alguém pra reclamar, murmurar, fazer bagunça na pia...
O rádio amanheceu desligado e a televisão não foi lembrada, só o que quebra o frio é toque constante do telefone e os soluços contidos em todos os cantos.
Parece que já é um funeral, que talvez nem aconteça tão brevemente.
Mas, o clima é de luto pessoal.

De minha parte, sinto falta do abraço de lado, e de umas amigas perdidas que esqueceram de voltar.
A vida quando espreita a morte, traz sentido ao que o orgulho nos roubou.
Mas, vai explicar pra quem não sabe do que acontece....

Falta o exame, falta o laudo. Faltam certezas.
E no meu mundinho tudo parecia se encaixar.... a ideia do casamento sonhado, o emprego querido, a justiça quase feita.
E a vida dela, vem nos afetar.

A casa fica sem sentido, na falta daqueles passos arrastados pela cozinha.
Da voz na madrugada e das caras feias na chegada do namorado.
Pode ser provisório.
Mas, o infinito mora na incerteza.

Ontem a espera de uma única resposta eu dizia que ia enfartar até sexta-feira,
Agora a resposta parece poder esperar.
O que já não pode é a angústia de não saber se vou vê-la voltar...

Guardo muitas caras feias na memória, mas guardo uma canção..
"Mãezinha do céu,
eu não sei rezar,
só sei dizer que quero te amar"....
....
....

....
....

E agora, José?


Dias bem apreeensivos... a espera da resposta de um emprego importante, a espera de resultados de exames importantes de uma pessoa importante, a espera de amanhã...
Não posso reclamar, minha vida é a última montanha russa do Beto Carrero...
"Paciência" anda tocando demais por aqui....

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tempos de crise

É assim que sinto o momento de hoje. Muito além da crise internacional, muito mais do que minha periódica crise existencial. A vida esta em crise.
Os valores estão em crise, há algum tempo.
A família não esta em crise, foi abolida.
Os sentimentos estão em crise, não sabem porque ainda existem.
A vida esta em crise, minha gente.
A queda na bolsa, e o sumiço do possível namorado.
A fratura da velha, e o colapso do coração do outro.
A mentira descoberta e a verdade encoberta.
A vida esta em crise e quase ninguém se percebe.
Esta em crise o tempo e a pilha. Eles brigaram ontem, o tempo disse que o relógio depende dele e a pilha discordou. Sem consenso a guerra se fez.
O pensamento esta em crise. Ele brigou com a televisão, ela venceu.
Eu estou em crise, me desarmando e desacreditando....

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Hã?

Admito, o nome disso é medo.
Medo do que já passou. Sim, o passado também traz insossêgos...
Medo de tudo que virá. É o eterno ir, querendo ficar.
Medo das pessoas.
Medo do que não sei.
Medo de quem somos.
Medo de estar assim.

Não me diga, que não é necessário. Você nunca esteve assim.
Eu amo tanto, e tenho medo.
Esse tempo que voou, você que cresceu e quem sou.

Eu não fiz promessas.
Nem sonhos mais eu me dei.
Tem um vazio tão grande aqui dentro, um buraco negro na minha imensidão.
Procuro o que não se pode encontrar...

Eu quero esquecer. E esquecer é lembrar.
Então me afasto. E tudo fica tão próximo e sangra...
Podes ver? Eu não...

Neste jogo, quem ganha, quem fica, quem sai de cena..
Quem se importa, quem finge não ver,

Nem faz diferença, como a pena e a cócega...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Experiência nada sentimental




Sabe está batendo uma tristeza. Toda a primeira empolgação de trabalhar em um jornal foi embora.
Perdeu-se no ar. Evaporou. Meu texto não é o que foi um dia e a segurança me abandonou. Não ouvi elogios ainda e isso me deixa perdida sem saber se estou agradando ou não, sem saber se meus textos não entraram por serem ruins, menos relevante ou falta de espaço ou se foi por tudo isso em conjunto.
Gostei de duas matérias que escrevi, uma gostei muito, uma entrou. A outra gostei um tanto, ela não apareceu na edição de hoje. É a primeira vez que trabalho e não gosto tanto. É a primeira vez que me sinto desmotivada neste ambiente. É uma sensação estranha e incomoda.
Escolhi a profissão errada? Escrevo tão mal assim?
Ou é apenas o veículo errado? Ganhar bem ou trabalhar onde se é valorizada?
Admito que comecei a gostar do texto de TV, a primeira vez em três anos de academia que me sinto atraída por esta área, mas ainda não me sinto pronta para arriscar uma rejeição nesse meio.
Talvez eu não estivesse pronta nem para o jornal impresso. Realmente não sei. A criatividade se perdeu. O amor, a paixão, cadê? Que foi que me aconteceu?
Desacreditei? Oras, oras essa não sou eu.
Alguém pode dizer que escrevo bem?

“Antigas verdades viraram mentiras” (Leoni)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porque são vários fins




Não é frescura. Não é melodrama. Não é pensamento negativo. É apenas uma vontade.
Que me incomoda. Mas que está presente. Que vai e volta. E fica. Invade meu sono. Quer torná-lo maior.
É querer acabar com tudo que está errado. O mundo parece ficar melhor. Um a menos. Um que não fará falta. Ela voltou. Intensa demais. Mas, quem faz não diz. Pode ser. O que falta é coragem. Já pensei em mil possibilidades, mil formas. Mas, eu só quero mesmo é chorar. É derrubar a maldita máscara de forte que criei. Eu não sou forte. Eu não quero ser. Eu não sou mais compreensiva.
E sim, eu erro. Erro demais. E pior, quero continuar errando.
Gosto do erro. Gosto de onde erro. Eu não sei amar. Eu não sei viver essa vida, que pra mim soa medíocre. Nada aqui me faz feliz. Essa de hoje não é quem quero ser. Não sou assim. Sou tão mais. Já fui tão melhor.
To com saudades de mim. Saudades dos meus sonhos esquisitos, de querer escrever um livro. De estar cansada do trabalho, da faculdade, de ter um domingo muito meu.
Estou me boicotando. Quero destruir esta relação. Ela me faz mal. Não suporto ser assim. Quero ser mãe e não filha. Não quero ser sua filha. Quero cuidar da minha vida, da minha casa, da minha roupa, do meu lugar, do meu jardim. E não, eu não quero que você faça parte. Essa relação acaba comigo. Destrói o melhor de mim. Suga meu amor próprio e tudo agora desaba. Se eu te odeio? Não, de jeito algum. Eu amo você. O que odeio são suas atitudes para comigo, são suas omissões, as negligências, o tempo escasso, a falta de diálogo e excesso de esforços que faço. A conta estourou? Pergunte porquê. Foi pelas vezes que você não me ouviu e que tive que procurar outro ouvido, foi pelas vezes que fiquei sozinha tagarelando pro Bê, pra parede, pro teu cachorro. Chega! Quero férias de ti. Três meses sem te olhar, sem te ouvir, sem me magoar, sem disputar um minuto da sua atenção descomprometida. Sem tentar te ensinar a ser pai.
Não quero mais ser tua filha. Nunca mais nessa vida. Nem em outra. Nem no passado. Nem em sonho. Nem em pesadelo. Nem na morte que está a espreita.

terça-feira, 9 de setembro de 2008



Não me sinto muito bem.

Um pouco de remorso. Briguei demais com quem amo mais que a mim. Faltou amor. Faltou paciência.
Ontem tive uma conversa agradável, gostosa. Como há dias queria ter com alguém. Mas, vai me custar demais. Também me sinto culpada. Ele me disse coisas que não quis conversar. Minha vida é aqui. A dele é lá.

Sei que preciso construir por aqui, não é assim tão fácil. Me sinto sozinha, preciso de uma válvula de escape.
O outro ele parece não se importar. Não o subestimo, mas acho que ele não observa tudo. Ou faz-de-conta. Também me irritei ontem. Uma situação desagradável que me faz rir. Talvez devesse conversar. Não me sentia muito disposta a essa abertura, mas pondero, quem sabe me fará bem.
tsc..tsc..tsc..
O papel não me responde, o Bê também não, nem as paredes. Para construir, preciso me inserir. Preciso de uma psicóloga. A minha, amiga querida, tinha várias, ficou longe. Quando a saudade bate sinto falta de risadas e sorrisos, de abraços e puxões de orelha, de Mc: batata- frita e shake, de calor humano e tijolinhos, de ruas conhecidas e brisa do mar que quase não via. Sinto falta de um colo, de ver um parto, de ser madrinha, de um sábado mais meu, mais tempo virtual.

Ah! Chuva interior chegando, é hora de parar....

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Fiquei com raiva, me senti frustrada.
Não gosto de não também. Não gosto e ponto. Me sinto no direito de fazer birra quando erram comigo. Não por imaturidade, e sim por não saber lidar com a decepção.

Vontade amarga de chorar. Esqueci como se faz.
Esbravejei, falei pelos cotovelos, ri porque senti necessidade de fingir a solidão.
E ao escrever minha alma se acalmou.
Direi não. Não também.

Aprendi a não esquecer quando me machucam de alguma forma.
Aprendi a passar por cima de algumas situações sem dó.
Aprendi a ser um tanto de tudo que não queria.

E a culpa.... a culpa foi sua.

E hoje fez sol.

sábado, 28 de junho de 2008



O semestre chega ao fim;
Algumas mudanças se aproximam,
A hora da verdade chega e isso é profundamente bom!
Talvez porque mudanças sempre me assustem, talvez por que isso gere instabilidade emocional ou somente por lembranças das ausências que irei sentir.
Ao certo não sei.
Mas, vivo um momento de ressaca moral, medos, culpas, neuras em excessos. O tal certo, o esquecido errado.

Uma amiga que não vai furar encontros,
Um abraço de lado que só irei ganhar pelo uppa do msn,
Uns conselhos malucos da Lu que só receberei por e-mail...
E como irei contar tudo em tantos detalhes?
E como dizer pra Luli parar de fumar?

tsc...tsc..

Risos na lembrança.
Um corpo que não terei.
Um sorriso, dois, três, muitos...
Uma oportunidade perdida de conhecer, uma chance trocada pelo depois.
Uma presença indesejável que poderei esquecer mesmo ao ver de outra forma, mas nesta forma amo cada dia mais. Na principal detesto todo dia um pouco mais.
Se ele conta por burrice? Ou por saber que saberei? Se sabe que continuei na ridiculidade de escrever profecias de amor e até aqui publiquei?
Ah...se sabe, continua sem entender.
"Ela vive tudo intensamente demais" - disse.
Respondo: Vivo. E não posso beber de um copo d'água só 1/3 se tenho sede de um copo cheio.
E quer saber? Me importo por ter me importado em tantos momentos com tão pouco. Mas, de maneira alguma por ainda sentir falta. E isso é imensamente bom. Não precisar mais chorar, não esperar mais um olhar.

E são tantas outras vírgulas, e são tantas outras pessoas que ficam e vão, e são importantes.
Algo me traz a certeza de que nada acaba.
De que não serei esquecida.
Mas, felizmente lembrada.

Embora, todas essas certezas não matem a saudade...
tsc..tsc..

terça-feira, 20 de maio de 2008

Senti vontade de chorar, recordei já ter chorado tantas vezes e nada ter feito mudar que minhas lágrimas secaram de desgosto.
Senti vontade de lhe dar aquele merecido tapa na cara, lembrei de tantas outras vezes que detevi minha ânsia do mesmo e me calei.
Senti vontade de esbravejar, gritar, fugir...recordei que podia assustá-lo e preferi me ausentar.

Perdi a vontade.
Sentei, esqueci, mudei de idéia.
Não fui, não cheguei. Alcancei qualquer coisa no meio do caminho e fiquei estática.

Perplexa admirei através do espelho a chuva que escorria na face escondida.
Um edredom, uma fronha, uma mão.

E a chuva. Eterna companheira.

terça-feira, 6 de novembro de 2007


Doce Condenação.

Culpada. A vida assim o declarou.
Assim todos aclamaram. Sábia decisão que o meritíssimo Tempo tomou.
Foi condenada pelo resto dos dias que viver. Até a morte pagará pelos seus atos, na reclusão de sua solidão. Toda casa virou cela. Toda pedra virou grade. Todos viraram seu carcereiro. Limitou-se a tomar sol duas vezes por dia, e esperar que ele a abandonasse também ao entardecer. Limitou-se a aceitar. A calar.

Tinha um cúmplice, mas ele fugira e ninguém se importou em ir atrás. “Deixe que chegará a hora dele”, disseram. A dela eram todas as horas. Para ela não havia perdão.
Impune, foi feita a justiça, da dor calou em nome da honra que não sabia se tinha e sentiu-se aliviada. Quem sabe dali uns 20 anos poderia ir passear nos fins de semana. Quem sabe até conseguisse uma liberdade provisória, não saberia ainda ao certo.
Calou-se. Acatou a ordem do Supremo Tribunal da Sociedade Perdida, foi levada para a ilha dos Hipócritas Convencidos e até esqueceu-se do cúmplice e ainda se apiedou dele.
Convenceu-se que fez a coisa certa da forma errada e que não merecia perdão.




“Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que ainda temos esse tempo pra perder?”

(Lenine)