segunda-feira, 10 de novembro de 2014
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Natal, Ano Novo e ainda aniversário, assim tudo junto em poucos dias torna inevitável fazer aquele balanço de consciência – para saber se aquele ano que fica para trás realmente valeu a pena.
2011 foi de muitas emoções contraditórias, sucesso no trabalho, mas de perdas significativas. Logo no inicio do ano perdi minha mãe. Deus a meu ver a chamou cedo demais, não deu tempo dela conhecer a Júlia, mas ela já sabia que seria a Júlia, mesmo sem a confirmação da ultrassom.
Altos e baixos financeiros, já em fevereiro sofremos um acidente de carro que causou a perca total do nosso carro, depois muita enrolação e incomodação com o seguro terminamos o ano de carro. Em janeiro de 2011 morávamos na Batcaverna, mudamos três vezes até encontrarmos um lugar legal para a Júlia nascer, parece que foi a 1ª casa de verdade que tivemos e foi pertinho da sogra... Mas, mais do que era esperado (e eu achava inacreditável que acontecesse) comemoramos as festas na casa nova, nosso tão sonhado apartamento. O compramos na planta e parecia um sonho distante de se concretizar.
Teve o nascimento da Júlia, uma gravidez inesquecível, um parto mais ainda. Depois de muita angústia sobre como seria o parto, optei pelo parto normal. E contra todos, pois de fato ninguém acreditava que eu suportaria – eis que suportei. O último mês da gestação foi de repouso e muita, muita paciência. Cólicas intermináveis, que por vezes eu rogava que nascesse logo. Mas, ela veio no tempo certo, apenas uma semana adiantada. 8 horas de contrações em casa até que se rompeu a bolsa, fomos para o hospital e foram mais 13 horas até o parto. Quase 24 horas naquela expectativa e então eu tive o momento mais gratificante da minha vida, enfim, senti que ali me tornei mulher. Não foi na concepção do Bê ou da Júlia, não foi ao casar, foi ali no momento do parto normal, ali que me senti inteira, completa, uma mulher de verdade. E não tem dor no mundo que roube a glória desse momento, conceber de verdade, parir. E se eu pudesse voltaria no tempo e teria o Bernardo também assim. Parto normal. Parto natural. A vida fluindo de acordo com a vontade de Deus.
E foi nos momentos em que cansei de brigar com a vida, que Deus se manifestou e tudo se resolveu. Não importa o quanto tivessem sido meus esforços, foi a vontade d’Ele que no final prevaleceu.
E 2011 teve esse saldo de vida. Vida de verdade.
Para quem no passado julgou minhas escolhas erradas, incertas e volúveis, hoje minha vida é a prova de que as escolhas foram acertadas. Se eu tivesse ido por outros caminhos, quem sabe terminado a faculdade, eu não teria hoje comigo as pessoas que mais me fazem feliz. Então fica a minha felicidade em dizer: eu acertei.
E não podia esquecer ainda que amanhã é aniver do marido – meu companheiro nisso tudo e em muito mais, sem ele nada disso seria real, e muito menos bom.
Amor, sei que brigamos muito neste ano que passou né? Mas, aprendemos e concordamos que geniosos do jeito que somos é brigando e discordando que no fim nos entendemos e você tem me ensinado muito sobre isso. Te amo demais, obrigada por ter tornado aquele quadro branco que você encontrou nesta pintura linda!
Feliz aniversário e que em 2012 a vida nos proporcione isso: mais altos e baixos, porque foi sempre passando por eles que crescemos.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Um ano, por escolha
Então veio a vontade de aumentar a família, a decisão de não retormar a faculdade, a descoberta de dois cistos que impediam o primeiro desejo. As brigas com a sogra, a mania dela de levar café pro marido, pro filho e pra nora na cama e querer lavar as nossas roupas.
Foram 300 e tantos dias de emoções constantes e decisões.
Marido, isso é para ti, porque acreditou em mim como ninguém mais, porque lutou por mim como ninguém mais, porque me tomou para ti - nos tomou para ti, por me escolher todos esses dias... Teamo! Desse jeito mesmo, do avesso, pois só sei amar desse jeito - meu jeito.
....
Só não te perdoô de uma coisa - teres feito do meu Bê um colorado... e assim o tornaste mais teu, que meu...
segunda-feira, 15 de março de 2010
A minha paixão - ela...

Palavras me traduzem de um jeito que eu nem sei,
Elas dizem tudo aquilo que me parece incerto
Quando saem delas é certeza
Elas falam por mim e dizem por si
São elas que me tornam real
Vivente, vivaz
Os anos passam, e por mais mudanças que haja, é nelas a minha fonte.
Eu me transformei, mas elas continuam ali sólidas, translúcidas e serenas.
Elas continuam falando por mim.
Continuam falando o que eu já nem pensava em dizer.
Somos feitos do que pensamos?
Ou o que pensamos é o que nos torna alguém?
As palavras são marcas no tempo
Marcas de almas que não vivem só
Almas inquietas, viajantes, passageiras do tempo e da realidade...
Palavras, a primeira prova do que somos
A forma que agimos e o que dizemos
A primeira prova de inteligência,
Aquilo que observamos, e dali extraímos aprendizados.
Eu? Eterna amante delas...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A fórmula do amor
quarta-feira, 29 de julho de 2009

Você que entende todas as minhas falhas,
Reconhece meus erros e ainda assim me ama
Pra você que não tenho medos,
Que não tenho receios, nem meios termos.
Você que fez da indecisão uma escolha,
Da partida uma chegada
Do frio a distancia.
Você que aqueceu e coloriu meu mundo
Que não teve medo de ficar um pouco mais
Nem pressa demais
Pra você que me entrego num olhar bobo
Num afago louco
Num carinho sem fim
Você que fez de mim mulher
Que transformou o silencio em abraços
Que não me deixou, que brigou e ficou.
Você que agora ficara para sempre.
Você que guarda minha vida intricada na sua
Em você que descobri o sentido do amor
Você que fez da minha poesia música
Você que seduz com tua inocência,
Que me encanta a cada amanhecer
Que domina meus sonhos
Que me transporta
Que faz de meus sonhos infantis realidade romântica
É você
Você meu namorado, meu amigo, meu amante, meu cúmplice, confidente, minha força, meu abrigo e socorro, minha vida, meu marido.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Metamorfose

terça-feira, 17 de março de 2009
Teorias
Não sou por inteira, sou o que desconheço.
E tudo o que conheço e creio que sou é uma meia verdade.
São aulas que me tiram do real, talvez. A paixão antiga pelo que não entendo. A semiótica da vida. Sou um não lugar. Sem estado, sem rotina, sem permanência.
Me disseram que desenvolvi um transtorno de humor.
Mais um??
Sem amor por nada. Sem vida. Sem perspectivas. Vazia.
Consegui nestes meses perder a tudo. Perdi a mim.
Brevemente eu me encontrei, e uma vez mais abandonei.
Na dúvida, o que escolher?
Perdi o medo do desconhecido. Pela primeira vez desejo-me jogar a ele. Ou não desejo nada.
Sou contradição.
Sou meu avesso, quando não sou o que vês. Já não sou o que vejo.
Incomunicabilidade. Logo eu que sou palavras.
Me distorceram. E com tais guardo o que não quero.
Quero voltar. O que eu fiz?
Sou, por fim e desde o início, instabilidade.
terça-feira, 10 de março de 2009
Manhã
andava sem rumo.
Nos cabelos molhados
a brisa leve da manhã.
Ela ia à saída, buscando soluções.
Andando sem pensar, sentiu arrepios
o frio, o temor.
Lembrou-se do casaco esquecido nas mãos,
foi automático vestir-se.
E viu sumir entre o zíper,
o afago do colo antes a mostra pelo decote.
Ali, sempre assim tão menina e tão mulher.
Com passos seguros, sem saber onde ia.
Mais de uma vez parou.
Olhou, respirou, sentou e continuou.
Não sabia nem o que fazia por ali tão cedo.
Mas, agora observara - o sol ia longe, já estava acima dela.
Numa prece baixinha agradeceu pelo céu, pelas nuvens brancas e escassas.
Ouviu o som dos pássaros. Há quanto tempo não ouvia?
Tão rodeada e tão só.
Hoje havia alguém que a entendia, mas estranhamente isso a incomodava.
Havia se acostumado a estar só.
O frio que percoria-lhe o corpo, lembrava o quanto estava longe do que era.
Nem conformação, nem rebeldia. Nem nada.
Não sabia descrever o que sentia.
Limitava-se. E no limite - o sono.
E no sono, a vontade de abandonar-se.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Rosas e saudades...

"Quem me dará um ombro amigo
"Eu sei que de fato eu fui feliz!"
Obrigada por cada um de vocês fazerem parte do meu jardim, embora ainda não possa ter compartilhado com todos que eu gostaria.
Kisses!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Nem anjo, nem demônio
Algumas tantas.
O que para uma significa uma demonstração de afeto, carinho, paixão. Para a outra é obsessão.
Poesia é obsessão?
Atenção é obsessão?
Um e-mail falso, talvez seja. Colapso no desespero.
Não gosto de quem mente. Quem finge as repostas. Quem diz ser o que não é. O que se quer é capaz de ser/ compreender.
Eu quero justiça. E de alguma forma sei que hei de consegui-la. Te fazer sofrer por alguns momentos foi uma válvula de escape, sabes. Era devolver a dor ao remetente. Vê-lo se envolver com um alter ego. Vê-lo se iludir. Era devolver o que você me fez passar.
Já passou. Realmente não me importo mais com o que fazes e até desejos que seja feliz.
Gosto ainda te atormentar-lhe um pouco, isso sim, para lembrar não que eu existo, mas que temos uma vida em comum. É dele que não quero que esqueças. Do seu compromisso, da sua covardia.
Isso ainda sinto ser meu direito. Isso ainda posso. Sem culpas.
Ao contrário alegrias, de te ver assim... mostrando de vez sua burrice. Sua falta de noção.
Um alguém me disse que você está ancorado na minha vida. Não pode ser ao contrário, um dia as máscaras cairão e quero vê-lo face a face assumindo sua omissão, sua falta de hombridade, sua falta de caráter. E quem sabe nesse dia, meu ódio se dissipará.
Até lá quero te fazer sofrer.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Onde ele esta?
Não o encontrei num bar de esquina, no meio da caminhada, no caixa do supermercado, no livro que caiu no chão da biblioteca.
Ele não esta de branco, não tem o sorriso encantador,
Nem a música ainda tocou.
Onde estas afinal?
Cadê o mocinho, vilão, o principe, ladrão?
Quem vai sentir a mesma paixão, quem vai estar com a mão estendida, aberta ao abraço de entrega?
Ele vai existir afinal, em algum momento?
....
A mesma questão dos últimos tempos, mas ainda tão real..
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
O que não foi dito...
Vou usar descaradamente o blog como diário. Sim, eu faço isso. Mas, de forma recatada por assim dizer.
Hoje não. Vou falar assim mesmo.
Quero um relógio de Hermione. Por quê? Pois, quero ler mais, quero ouvir mais, quero ver mais, quero escrever mais, quero trabalhar mais. E mesmo fazendo tudo isso que quero, preciso ter aquelas horinhas sagradas para o Bernardo, para lavar roupa, para não fazer nada, para dormir, para rir, para andar.
Mas, quero muito antes das horas sagradas, ler mais o G1, o Comunique-se, os blogs que não acesso mais, os livros que comecei, os que ainda nem comecei e quero desbravar. Eu preciso disso! Eu preciso me sentir viva. Eu preciso fazer coisas que me deem prazer. Tenho necessidade de viver a profissão que escolhi.
Vejo minhas amigas vivendo e eu estou aqui de plateia. E basta. Falta um ano e meio para receber o tão esperado, e batalhado – diga-se de passagem – canudo e vai ser como?
Oh céus! Quero mais, alguém entende isso? Eu quero mais! Chega de domingo em casa vendo sessão de cinema reprisada. Não posso mais sair de casa para trabalho, trabalho para casa, casa para psicóloga, psico para casa, casa e Bê, Bê e cama, cama e trabalho.
Meus sentidos tem necessidade demais, um motivo qualquer que me faça sorrir como antes. Fico apostando nas férias em BC como se elas fossem me dar gás para voltar e suportar tudo isso e sinceramente, acho que vai ser motivo para voltar e cair na mesma deprê de antes ao ver que aqui, não sou feliz. “Mas, Schali você tem que encarar, é só um ano e meio”. Oh céus! Que ano mais longo.
Eu quero mais.
Minha alma tem sede de mais.
Minha vida quer ser vivida.
Minhas mãos querem contar mais histórias.
Meu cérebro quer funcionar.
Meus lábios tem muito a contar e não são só melancolias.
Porque, mesmo que sejam, eu quero mudar.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Um amigo...

Queria que minha ausência também trouxesse saudades e a mera lembrança fosse motivo de tornar um dia mais especial.
Queria que o outro amasse da mesma forma que me sinto capaz. Não que seja a forma correta, mas é intensa. E esse amar, pelo simples fato de existir, me torna mais contente.
Me ame um pouquinho mais. Se permita estar aqui ao meu lado e me permita te mostrar o quanto bem posso te fazer.
Eu posso te ouvir, eu posso te entender no silêncio, na lágrima e no sorriso. Meu amor por ti me faz sentir capaz de um tanto de coisas, que sem ti ficam sem sentidos. Me perco no vazio da falta desse sentir. Deixa teu amor ficar em mim. Ficar cravado, como marca de uma vida mais feliz.
Deixa meu amor te lembrar que na vida tudo tem cura, me deixa acreditar que este amor é real e pode ser, pode ficar um pouquinho mais em nós.
Permite meu sonho de ser vida, permite meu amor a lhe dar vida, força, sossego e paz.
Quando te amo, sou menos humana, me sinto mais perto do caminho que queria seguir. Teu amor me torna gente e te amar me faz crer que posso pintar o sete, o que for.
Vamos dividir mais sorrisos, mais segredos, mais receitas de bem-estar. Vamos dividir mais vida, vamos nos dividir e ver o que acontece.
Não vamos temer o fim da estrada, me mostras uma saída lateral. Juntos vamos mais longe. Se permita amar a verdade e a mim.
Me deixa ser meu melhor, porque só a ti posso mostrar a força que há em mim.
Apenas para ti me descubro assim, contigo a solidão não existe mesmo quando durmo e acordo sozinha. Contigo minha perspectiva é de ser feliz.
Me dá seu ombro, mais um beijo e me coloca para dormir ao som da sua voz...
Você é mais que um anjo aqui.
.....
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
As coisas que não me interessam...
Sem cores, sem vida, estático. Um sorriso mudo. E nenhum clima de Natal.
A vida que sempre me pregou peças nunca foi tão insossa. Tão sem emoção. Ou tão dominado de maus momentos.
Antes o sorriso do pequeno me fazia feliz. Hoje nem isso me basta Nada anda sendo suficiente, porque o vazio está profundo demais.
Cadê meus amores? Onde foram parar todas as minhas paixões, que de repente tudo perdeu o valor?
A falta de fidelidade comigo mesma. A morte do físico. Do que resta.
Não é sobre coisas assim que quero escrever. Gostava mais de minhas queixas amorosas. E nem elas hoje existem.
Cadê você para me fazer sofrer? Prefiro morrer de amor. Do que por qualquer outra besteira emocional.
Vida tão doce quanto sal.
Vida tão clara como a noite.
Tão vida quanto a morte.
As coisas que não me interessam mais. A vida, o sol, a lua, a poesia, os amigos, os sonhos, as paixões, o contexto, as verdades, as mentiras, o sabor, o momento....
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Fazendo arte...
Você tem um espaço sob medida e tem que filtrar seu conto a essa medida, você tira, você coloca, você explica. Pode virar uma confusão. Ou pode gerar emoção. Depende do olhar de quem conta. Depende do que leva em consideração.
Eu gosto das histórias que tem sabor de chocolate. O chocolate gera sensações. Não sou muito das que são como sorvete. São gostosas, valem a pena, mas são frias. Meus dias são de inverno e um chocolate sempre é mais prazeroso.
Contar histórias é reescrever destinos, momentos. Quando você fotografa imprime emoções. Mas a imagem, completa que é, fala por si. É a própria representação da realidade (com exceções), ou deveria ser.
O texto não. Eu posso dizer que com a chuva na fazenda da cidade ao lado morreram animais. Eu posso ir até lá e descobrir que uma família tinha apenas uma vaca e 10 galinhas que geravam o sustento da família e ainda tinham um cachorrinho que era o xodó do filho menor. E eles ficaram sem nenhum.
Gosto de viver um pouco das recordações alheias, é verdade. Posso enveredar por caminhos remotos da minha vidinha nova. Minha pouca idade não me permite vivenciar horrores, nem tantas paixões. Mas, ainda posso viver as da dona Maria, assim como as injustiças do seu Malaquias.
Contar histórias é sair do movimento de rotação do meu mundo. É viver momentos de translação no sol do outro.
E quem sabe um dia alguém ainda contará minhas histórias e outro alguém achara graça, ou despertará alguma lágrima de comoção?
Quando sua vida vira passado, ela vira minha notícia...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
E mais uma vez quase o fim,
A minha vida está na hora de tomar rumo e quero pintá-la. De preferência com todas as cores do arco-íris. É meu presente de Natal para mim.
Como vou conseguir tinta? Não sei.
Muitas coisas eu não sei. Mas, de todas as incertezas uma garantia: sei onde quero chegar. Não sei por que caminhos, ou de que forma.
Mas, meu presente inclui descobrir como. Assim, como ao abrir pela primeira vez uma caixinha musical, você não sabe a canção. Mas, sabe que algo tocará.
Eu quero uma borboleta e um avião rosa e grená. Eu quero ir para poder voltar.
Aliás, o que mais quero é voltar. Embora já entendi que para isso preciso ir um pouco mais. São dois anos. Quase um intercâmbio a procura do meu lugar.
Quando tudo terminar, quando os laços puderem se cortar, quando eu puder jogar ao alto o chapéu, quando eu estiver no meu lugar do coração. Não me importarão tantas coisas. Eu viverei mais de quem sou.
É fim de ano e sempre me prometo não prometer nada que não irei cumprir, para este ano que acaba não tinha metas, alcancei algumas coisas, para 2009 tenho ideais e agora sei que posso realizar.
Está chegando....
domingo, 14 de dezembro de 2008
A falta e o excesso
Todas as vezes que me sinto assim busco tradução em composições prontas.
Hora precisei de uma música para levantar meu astral e até encontrei. O que não achei foi o conforto necessário, a sensação de compreensão que também buscava.
Hoje me redescobri em Lenine. Meio deprê, mas tão cheio de vida nessa minha morte..
A morte dos sonhos, das vontades, das verdades.
A morte do que não foi dito por medo de dizer.
O medo do não.
A falta da oração.
A morte do risco. O não querer tentar.
E quem me mata a alma num lampejo de desejo.
"Tô" sempre tentando vencer. Transformando dores num motivo a mais. E de repente a vontade se perdeu de mim.
Não sei ao certo se é culpa do tempo, do relógio sem pilha, do sol que nasce mais tarde nos dias de verão.
Não sei se é culpa do retrato que guardei, da falta de lógica que é o sentir.
Não sei.
Não sei se é culpa minha, ou se foi sua.
Não sei se a morte é passo para a vida.
Se é o começo do me perder e me ganhar.
Se é culpa do delete que dei sem querer.
Do sorriso que esqueci de fotografar.
Do carinho que não soube dar.
Daquele que não quis guardar.
Sei apenas que esta morte fria que acalenta.
Nem é assim tão ruim.
Uma sensação tão sem sensação...
A morte da saudade que me afoga, a morte que não quis matar.
A palavra que preciso junto ao abraço que deixei a meia légua.
Todo o amor que a vida leva, que a morte persegue e que só você não entende que é pra ti que preciso entregar.
E ah! Se ao menos você existisse como uma regra matemática.
Se fosses tão simples como uma metáfora.
Se fosses fácil de encontrar.
Se você ao menos existisse...
sábado, 6 de dezembro de 2008
No jardim,
Borboletas disparam pelo jardim em um vôo cântico e poético. 
