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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Um ano, por escolha

Casamento, é uma história engraçada de duas pessoas que acreditam demais uma na outra.
Há um ano, quando ainda curtia os emocionantes momentos de preparativos para a festa, a prova do vestido, as decisões de usar ou não buque, a cor do sapato... Não, eu de fato não imaginava o que estava por vir.
A mudança de vida esperada, a casa da sogra, o abraço de toda noite, ele para acordar e fazer mamadeira. Quanta novidade! Ter alguém ali quase 24hrs, para me ouvir, apoiar, mostrar caminhos, sonhar e planejar. Alguém que o Bê poderia chamar de pai a vida toda e que trocaria as fraldas dele por mim.

Então veio a vontade de aumentar a família, a decisão de não retormar a faculdade, a descoberta de dois cistos que impediam o primeiro desejo. As brigas com a sogra, a mania dela de levar café pro marido, pro filho e pra nora na cama e querer lavar as nossas roupas.
Mais em frente a decisão de comprar um apartamento e de fato a alegria de comprá-lo. Depois, trocar a moto por um carro, e adquirir o carro e deixar a moto. Finalmente em 9 meses (como tudo em minha vida...), a decisão de pagar aluguel. Encontramos a nossa casa, e uma proprietária chata, que se metia com a conta de luz que nós pagavamos, com as garrafas de água que jogavamos fora.
Encontramos a segunda casa, e aí sim um lar. O quartinho do Bê, um liquidificador novo e um ferro de passar roupa. A divisão dos serviços da casa e depois de comer mal durante quase três meses, a opção de que cozinhar não é uma opção para nós.

Foram 300 e tantos dias de emoções constantes e decisões.
Das mais simples as mais complexas, mas o importante é que para nós dois outra decisão foi constante, foi a nossa escolha de todos os dias... a de estar ao lado do outro.
Mesmo, quando tivemos problemas financeiros, mesmo quando tivemos vontade de nos separar um da família do outro.
Estivemos ali, um para o outro todos os dias, em todos os momentos, nos de amor, nos de raiva, nos de conflito, nos de imperfeição e todos estes construiram essa base sólida - que chamamos de casamento.

Marido, isso é para ti, porque acreditou em mim como ninguém mais, porque lutou por mim como ninguém mais, porque me tomou para ti - nos tomou para ti, por me escolher todos esses dias... Teamo! Desse jeito mesmo, do avesso, pois só sei amar desse jeito - meu jeito.
E agora virão outros anos, mais uma festa de casamento - a do matrimônio. Virá mais uma afilhada, outros problemas. Mas, não importa, porque sei que estaremos ali.

....

Só não te perdoô de uma coisa - teres feito do meu Bê um colorado... e assim o tornaste mais teu, que meu...
=)
Têamo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pelos seis...


Seis meses? Meio ano apenas de muitos que virão.Mas, quem somos nós hoje aos seis?
E quem éramos antes?
Eu, tão só, ele ali, e de repente nós e todo o tumulto que contempla a vida a dois.
O excesso de responsabilidades, o peso da rotina, as dificuldades. Já foram tantos os momentos, nestas 24hrs que somos um. E já foram tantas as 24hrs.
E formaram-se os meses, o meio. A metade do percurso. De um milímetro do que deve ser percorrido.
Os sonhos, os ideais conquistados. Nosso apartamento em construção, nosso carro, estamos quase lá. A filha... a filha que todos os meses acho que veio, e descobrimos que não... “só mais um pouco Schali”...

Sim, as brigas, a sogra, o filho, as manhas, as contas... Tudo que já pesou.
Mas, a calmaria, o fim de cada briga no aconchego do abraço do outro, sem o medo de dizer “desculpa, eu extrapolei” ou simplesmente “não importa, eu te amo”.
E enfim fomos feito, esculpidos assim um pelo outro, uma forma que se encaixa, ou pecinhas de lego...
A parceria incondicional.
A força e a delicadeza.
O medo e a coragem.
A paciência e a pressa.
O atraso e a correria.
A calmaria e a ansiedade.
A coceira e os grilos.
Os bichos e o chinelo.
As mamadeiras da madrugada.
Os banhos.
Os sorvetes com Coca-Cola.
Os domingos de cama.
Os sábados também.
Os filmes, as séries, os risos, os choros, o cansaço e o eterno descanso do abraço.

De tudo isso e mais um pouco,
De quase nada ainda,
Somos feitos.
E de tudo que está por vir.

Aos seis meses do nosso casamento, da nossa sociedade!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A fórmula do amor


Faz tempo que o Palavras anda abandonado, é que no Palavras tudo ia ao Vento...
E tenho vivido intesamente nos últimos seis meses. Tenho vivido demais.
Como no sonho um dia eu quis.
Conquistei o trabalho dos meus sonhos. Talvez muito melhor do que em meus sonhos.
De fato sinto falta de alguns amigos, quase não tenho tempo para mim, nem para eles. Mas, mantenho um contato aquecido via internet com os mais queridos. Amigos, que são amigos, nunca deixam de estar próximo.
Na família alcancei o tal estágio da maturidade. As pirraças ficaram para trás e de alguma forma aprendi a lidar com toda a bagunça que norteia o clã.
O filho? Ah.. o filho está crescido, está esperto, ainda preguiçoso para falar, mas de uma inteligência sagaz. O filho é ternura, é abraço e sorrisos. Está sempre ali, sempre por perto (eternamente perto) e aquece os dias mais frios com seu olhar. O filho que agora tem um pai.
O namorado? O namorado virou namorado real, pai instantâneo, de repente noivo e depois de amanhã o tão sonhado marido. É ele quem torna todos os meus sonhos possíveis, ele é o sonho real.
O namorado é o melhor consolo de tudo o que houve, foi preciso haver um passado turbulento para acertar a chegada dele. Não há perguntas de como e porque, com ele simplesmente é.
E ele é o homem com quem vou dividir o resto da minha vida. Estranho. A divido há sete anos através de confidências. Sim, ele de fato vai ocupar um lugar que sempre foi dele.
Quando o filho crescer e casar, quando a Júlia for fazer faculdade em outro lugar (sim, será Júlia a próxima Loureiro, não sei quanto tempo levará, mas um dia ela virá).
Quando nossas belezas sumirem de vez, fica o zelo que temos um pelo outro. Fica a amizade que nos torna cúmplices. Fica o carinho e respeito que nos tornam amantes.
Fica a fórmula do amor: respeito, carinho e amizade.
Namorado: tê amo, te desejo, te escolho e te aceito. Faltam dois dias!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quando o vento as leva...

O dia em que passei a odiar a justiça. Os passos de tartaruga, a linha de fim que nunca avistamos.
E ainda a pergunta: qual é a medida certa do jornalismo?
Porque escrever as vezes se torna tão difícil? A gente pensa. A gente sabe o que pensa.
Mas, não. O papel não quer facilitar as coisas. As idéias surgem aos turbilhões. Não consigo ainda organiza-las. Fazer com que elas ganhem a graça necessária, a estrutura esperada, que digam o que precisa ser dito. Aquilo, que não consigo dizer.
É simples e não é. Basta o jeito certo. A medida certa. E essa é a pergunta que tira meu sono nas noites em que penso no que está por vir.
A chance veio de encontro a oportunidade. Mas, não. Não me sinto preparada o suficiente. E a incapacidade aflige.
Assumi-la também.
Namorado. Te quero por perto nos próximos 15 dias. Não me desconsidere, mesmo estando em estado permanente de TPM aguda. É só tua paz que me traz o sossego que necessito.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

E as borboletas...

Não minto, eu quero sim.
Gosto da sensação de borboletas voando dentro de mim.
Fico com um sorriso bobo estampado na cara, um ar de quem encontrou seu lugar no mundo.
Às vezes passa, às vezes fica.
O importante ainda é sentir.

É ter essa esperança bobinha de dar as mãos, de sentir cheiros, de rir do nada e estar tão só e tão junto.
Gosto do esperar e do fazer acontecer.
Sou sim, talvez a "última romântica deste oceano", mas quero sê-la.
Quero amar sim, toda vez que o amor me acenar. Quero irromper as barreiras das lembranças que ficaram de que um dia eu sofri, porque sei que mereço amar.

Sabe, se for com você (sendo quem for você), que seja!
Seja assim, sempre. Me lembrando de estrelas e céus de Galileu, do que fiz e de quem sou.
Me lembrando que a minha história não termina agora, pois quando o meu sol voltar, minha janela estará aberta.

Eu estarei sempre aberta para as luzes desse amor que esperei tanto chegar...

E amanhã é um dia só para se eu ser feliz!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sabes?

Sabe aquela sensação que faz cócegas?
Aquela coceirinha que te faz rir do nada.
Aquele nome que ao ser dito ou ouvido te faz viajar?

E quando você o vê não sabe bem o que dizer, para onde sorrir, onde tocar?
Sabe aquela pessoa que te faz ir longe sem querer voltar?
Sabe aquela pessoa que rouba sua pressa?

Sabe aquele alguém com quem partilharias segredos de liquidificador?
Mas, é errado e você nem se importa mais com essa história do que é certo?

Você o vê, você sonha, e nem espera acontecer. Basta por estar ali, basta por sentir.
E isso te faz melhor. Te faz mais gente.
E você ri.

Se sente boba, adolescente, menininha mulher perdida e cheia de atitudes.
Você não sabe se vai, se fica. Se foge.
Você apenas sabe que dure quanto durar já esta na caixinha guardado.

E você lembra o quanto amar, é bom...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009







Só posso dizer:

Borboletas no estômago!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A minha 'temporada das flores'...

Meu último dia no jornal, não é um dia nem alegre, nem triste.
Mas, é um dia em que me sinto bem. Hoje faço o que uma amiga querida me disse um dia: “mantenha o espírito de estréia”. E o hoje eu o tenho.
Amanhã é dia de estreia, portas abertas para uma vida nova que desconheço do inicio ao fim, mas que já não me dá medo.
Eu preciso ir, e me parece que posso.
Ganhei as férias que pedi, lá no meu íntimo.
Eu e meu filho por quatro dias. Só nós dois.
Depois desses dias, as malas e caixas, a mudança, a vida nova, que vou deixar em stand up para viajar ao lugar do coração.
Vou ser feliz, gente.
E nessa viagem reviverei meus melhores tempos, o abraço e o lar, os amigos que estão a espera, os amores não vividos. E sim, eu vou amar também.
Eu tenho o direito de amar. Eu adoro viver assim.
Hoje o sorriso antigo voltou. E não foi por causa disso ou daquilo, foi porque eu me redescobri e há muito eu não me julgava tão feliz.
Eu dormi a noite, eu escrevi a minha melhor matéria, eu ri, eu naveguei, eu não briguei, eu não preciso mais brigar.

Quando me descubro assim, quando me vejo no espelho quem sempre soube que era. Ah! Como não ser feliz? Como não esquecer os temporais, quando o sol entra pela minha janela.

Gente, mesmo que amanhã as tristezas voltem, saibam que hoje eu fui imensamente feliz.

Eu não tenho um amor a esperar, mas a minha temporada das flores, finalmente chegou!
Balneário.... me espere!
;)


“Que saudade agora me aguardem,Chegaram as tardes de sol a pino,Pelas ruas, flores e amigos,Me encontram vestindo meu melhor sorriso,Eu passei um tempo andando no escuro,Procurando não achar as respostas,Eu era a causa e a saída de tudo,E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.

Eu te trago um milhão de presentes,Que eu achava que já tinha perdido,Mas estavam na mesma gaveta,Que o calor das pessoas e o amor pela vida...Me espera estou chegando com fome,Preparando o campo e a alma pra as flores,E quando ouvir alguém falar no meu nome,Eu te juro que pode acreditar nos rumores.


Depois do inverno a vida em cores”...
(Leoni)

E aprendi que...

Nada mais é relativo se for te fazer feliz
, a não ser que me faça feliz, também.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Para ser feliz


Em 2009 quero aprender a cozinhar de um tudo e ter uma cozinha. Quero ter mais tempo útil com o Bernardo e quero viajar. Em 2009 vou jogar na loteria, quem sabe arriscando a sorte, eu ganho?
Em 2009 quero firmar minha religião e viver na minha família de dois. Em 2009 quero me recuperar dos medos, das faltas e simplesmente esquecer do que me faz mal. Não quero viver dos sofrimentos e nem me importar com o que me traz dor. Neste ano me proíbo de chorar por pouca coisa, neste ano vou ouvir mais música e ver menos televisão do que nos últimos meses. Vou continuar minhas aventurar literárias e quero fazer algo novo. Criar algo. Inventar. Para hoje quero hoje. Sem pressa
, mas quero fazer a vida acontecer. Neste ano quero sorrir dos erros, meus e alheios. Quero me libertar das correntes do certo e errado. Aliás, quem diz o que é certo e errado? Ainda vou discutir sobre isso. Neste ano quero tempo para escrever tudo que penso. E neste ano mais que tudo quero trabalhar. Trabalhar muito, ver o tempo voar. E quero receber de braços abertos 2010, o ano que vou me formar. Neste ano quero que minha faculdade simplesmente exista. Neste ano vou publicar meus três artigos científicos e quero encaminhar meu projeto de Semiótica da Fotografia (junto com um grupo muito animado da Fac!), este ano será um ano de realizações.
Estamos proibidos de chorar saudades, estamos proibidos de chorar pelo incerto e completamente absolvida de culpas. Este ano, é o ano da felicidade.
Neste ano, eu admito na empresa da minha vida em cargo de confiança a doutora felicidade!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ao novo Ano...

Simplificando:


FELIZ 20009!


Que este ano que está chegando nos faça feliz, nos torne mais humanos, mais poetas, mais amaveis, e nos guie para um caminho de alegrias!

terça-feira, 28 de outubro de 2008


Muitas lembranças que pairam após o fim. Aquela música, um cantor, um ritmo.
Um cheiro, o sabor.
O dia, a noite. O lugar marcado. O sonho de estar aqui, de estar lá.
Uma letra conhecida, um papel esquecido. Uma pasta em meio ao arquivo cheia de lembranças, sensações. Quase indescritíveis. Um som e uma voz. Todas as músicas que sinto saudade e não posso mais ouvir. Seria assinar a hora da nostalgia.
Seria me ferir.

Os saberes compartilhados. Desenhos, gostos, tons, afins. Aquela música que você me enviou numa tarde de sábado pelo msn há meses. No dia em que era mais um amigo na lista virtual. Depois foram outras tantas e sua empolgação em dividir algo que gostavas.
As minhas poesias, meus encantos, as conversas segredadas ao telefone. As maluquices, as besteiras sem fim. Hoje você não recebe minhas atualizações, não me envia suas novas edições. Eu aprendi de fotos, você não sei ao certo o que levou. Sei que deixou muito. O suficiente para marcar parte de mim. Para transformar, haver um antes e depois. Nada que me faça sofrer. Apenas que me causaram g
rande mudanças.

A vida sabemos que é assim. Com idas e vindas, gente que insiste em partir querendo ficar, sonhos compartilhados, desejados que nunca se concretizam. A paixão acaba antes, o fogo, o ardor. E tudo muda mais uma vez. E a gente tem medo de olhar para trás e lembrar. E já não quer pensar lá na frente.
Sempre sofri com maus entendidos, uma frase pela metade, outra com duplo sentido.
Gosto da distancia do fim. Da quebra. Cada um para seu lado e se acabou. Acaba a amizade também, parece essencial para que ela sobreviva das cinzas mais tarde. É um teste de fogo. Na maturidade, para o coração, para a coragem, para o amor.

Se eu pudesse pedir algo por último pediria para não contar nossos “segredos de liquidificador”, para não dividir em outro olhar o que nos fazia cúmplice. Quero que sejas original, em outras palavras. Quero que com o novo amor não cante os poetas que nos embalaram em algum momento, todos sem exceção. Quero que se dividindo não copie ou reproduza coisas que eram nossas. Não suportaria imagina-lo dizendo “hey” à outro alguém. Nem cantando Bryan Adams. Nem falando de futebol. Nem de fotografia ao mesmo estilo.
Seja novo. Seja você. Mas, não leve lembranças nossas. Nem as que aparentemente deram certo. Comece do zero. Conheça-se mais uma vez, deixe se descobrir. Não force. Não repita. Não me use. Deixe imaculada nossa história. A lembrança do que nos fez bem merece esse carinho especial. O último. Único.

E deixe pintado no retrato que ficava na parede a nossa história, real e mítica. Como deve sê-lo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Descobri que sou mais uma faquiana. Demorei dois meses para descobrir isso, bem como saber o que significava. E assustada percebi que não só de nome, mas de atitude já tenho todos os traços que definem um bom faquiano: tomo café de máquina, discordo do DA, passo frio de manhã, reclamo das aulas, dos professores, da universidade, e claro da FAC. Estou desacreditada da instituição, aprendi a ser critica, tiro fotos mais ou menos (mas, já sei escolher as objetivas certas), escrevo melhor que nos dois anos e meio anteriores de vida acadêmica, falto mais aula que deveria, chego sempre atrasada, vejo a aula na véspera, leio os textos, debato em sala de aula, reclamo da falta de provas, mas exalto os 9 que ando tirando e sei de Comunicação muito mais que aprendi nos mesmos dois anos e meio.

Sabe, o que os faquianos não sabem? Que eles são os melhores acadêmicos de jornalismo que já conheci, não propriamente como pessoas (porque nem conheço a todos, o que não quer dizer que não possam ser também..) mas como profissionais. Têm conteúdo, não são superficiais. Sabem a que vieram e onde vão chegar. São modestos, julgam que sabem bem menos do que realmente entendem. Fazem o melhor jornal impresso acadêmico que já li: Pra ler (conteúdo factual, informativo e literário). Tem a melhor Vara também! (jornal varal com tose exata de ironicidade). São educados e são éticos como nunca vi igual em uma universidade. São pessoas maduras, do bem. Defeitos? Devem ter como pessoa. Uns até são colorados. Mas, são extraordinários colegas.

Verdade. Tinha esquecido desse detalhe: aprendi a falar colega. E mais do que isso compreendi o quanto estão certos ao empregar este termo. Amigos são raros. Colegas hoje devo ter uns 50, nas três turmas que faço aula. Mas, estou imensamente feliz de me ter tornado mais uma faquiana!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008






Meu namorado....


O meu namorado é canção pura,
ele diz tudo de um jeito especial.
Sempre ao o ouvir sinto seu riso.
Meu namorado é integridade,
calmo como o mar, sujeito a mudanças de marés como a natureza.

Meu namorado, o cara que estou conhecendo.
Ele une a torre de Babel,
ele é criança para jogar,
homem para me amar.

Meu namorado escreve com doçura,
fala com a alma.
Ele vê beleza, onde nem sempre vejo.
Ele me mostra "a vida cor-de-rosa que sonhava".

Somos parecidos e talvez diferentes.
Estamos no primeiro estágio. Nos conhecemos há muito, mas somente agora estamos nos descobrindo.
Culpa dele, ter demorado.
Culpa minha, não ter feito as escolhas certas.

Geograficamente distantes, em pensamento constantemente juntos.
Digo que somos dois bobos. Ele me diz que não. Para ele somos dois apaixonados.
Para mim, paixão me deixa boba.
Mas, não posso deixar de concordar com ele.

Nem sei se percebeu, mas já me disse o primeiro "te amo".
E eu que alguns dias trocava palavras tentando dizer o mesmo.
Meu namorado é o cara que me faz dormir bem uma noite inteira.
Que ao segurar minhas mãos me faz sentir segura.
Sabe o que me dizer. Sabe como dizer.

Meu namorado tem um defeito grave, é colorado.
Ja discutimos. Em casa dia de Grenal vai ser guerra, com certeza.
Por hora estou ganhando, dois contra um.

Meu namorado não se importa se não sei cozinhar demais.
Ele resolveu dividir a cozinha comigo.
Com tudo que me preocupei até agora, ele encontrou uma boa solução.

Ele é mais paciente que eu.
Ele me ensina a amar. E tenho desejo de aprender.
Meu namorado é o homem que esperei a vida inteira.
É humano, tem erros, é sensível, tem espírito.
Ele me completa sem exageros.
Ele me traduz, mostra-me como nem me conheço.

Meu namorado é 'tudo que quis', e assim tenho sido feliz!

....



P.S.: essa história tem continuação...

terça-feira, 19 de agosto de 2008




Me recebe como tela branca,
com tinta a espera do seu desenho;
Recebe-me como letra, ainda sem melodia,
Porque até tu chegares nada estava acabado.

Eu era apenas começo. E você o invento.
Vamos juntar as pecinhas desse lego,
construir uma nave, um homem e uma mulher.
Brincar com tudo que podemos ser.

E quem sabe nessa brincadeira,
escrevemos história,
encontramos a realidade.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Entre tantas coisas acontecendo. Parece ainda assim que nada tenho a dizer.
Minhas impressões do novo mundo. Estou quase à Pocahontas.
Todo universo novo que abre as cortinas para o espatáculo e parece que cheguei no segundo ato.
Meio perdida. Gostando ainda assim.
Já fiz de um tudo. Briguei com o chuveiro a gás, quase pus fogo no apartamento na tentativa de cozinhar um bife de fígado, peguei ônibus sem saber onde ia parar, desci no ponto errado. Andei um tanto.
Ainda não me perdi na faculdade. Ainda não disse muitos "oi's".
Gostei mais de foto aqui. Fiquei boba com a biblioteca. Mais ainda com os banheiros. Sim, meu segundo amor.
Já viajei outras vezes, jantei com pessoas estranhas para mim. Já dormi tarde, acordei cedo. Comi uma caixa de bombons por ansisedade. Não lavei tanto as mãos.
Já deixei o Bê se sujar horrores, mas vale a pena pelo sorriso de felicidade que ele devolveu.
Já comprei presente de dia dos Pais. Nosso primeiro dia juntos.
Já disse o que pensei não dizer e guardei outras tantas palavras.
Sinto saudades além do que gostaria de alguém que não imaginava fazer tanta falta, esqueci outras que imaginei sofrer.
Chorei muito pouco. Não preciso verter lágrimas a esta altura. Estou contando os dias. Duas semana agora.
Os trigos já me lembram algo. Um s2 também. Aprendi que não devo dizer também. tsc...tsc...tsc...
Um s2 me lembra alguém.
Um sorriso.
Um abraço de lado.
Uma canção.
Uma letra.
Um conselho.
Boas lembranças de pessoas que amo muito.
A todos vocês minhas saudades quilométricas e saibam que tudo está perfeitamente bem!
=*

domingo, 13 de julho de 2008


Ontem não olhei o ocaso, fiz coisas diferentes do planejado.
Aconteceram outras esperadas.
Tomei uma atitude nova. Me senti bem assim.

Ah! Tive uma decepção. Só para equilibrar a felicidade.
Estou contando o tempo.
Começou a chegar um ar frio.
Não por medo, por ansiedade sim.
Será uma semana de grandes emoções. De grandes mudanças. E acredito que vou ser feliz.

Acabei outras coisas que sentia inacabadas. E me sinto bem agora.
Fechei túmulos. Pelas minhas contas fechei a todos. Agora deu. Acabou.
Senti menos e mais. Depende do quê.

Não vou ouvir algumas coisas que gosto. Sei que vai ser melhor.
Ontem me senti outra, a oficial. Engraçado isso também.
Descobri que o conceito de respeito é relativo.
De caráter também.
Não me deixou muito contente isso, mas beijei a minha realidade.

Beijei mais.
Abracei menos.
Sorri o necessário.
Percebi pessoas, que como dizia um amigo, são prá lá de desnecessárias.
Atitudes que reprovo. Muitas. Não por preconceito, por me julgar incapaz de cometê-las.

Saudades de algumas coisas. Mas, sem melancolia.
O dia de hoje foi feliz. Almoço entre amigos do s2 e da alma.
Conversas que demorarei para ter novamente, com tanto tempo, tão cheia de detalhes, de presença.
Coração aberto ao novo. Como conselho, em espírito de estréia!

Eu e o Bernardo estivemos bem. Rimos, ele mais do que eu sempre. Acreditem! Risos.
Brincadeiras, graças, au au, imagens inpagáveis. Momentos singulares e especiais.
Mc Shake e batata frita, faltaram pessoas.... mas, com o Bê foi tão bom ainda assim!
Muitos abraços, dedicações de amor, do homem mais importante na minha vida: o meu pequeno príncipe! Leãzinho que ensinou-me Espatodea.

Um domingo que quero que se repita. Não igual, mas assim. Tranquilo, calmo, harmônico e familiar. Com a família que formei.
E amo mais hoje. Me sinto menos culpada. Me sinto mais leve.

E sinto que amanhã vai ser tão bom. Amanhã é um dia a menos da vida velha. Um dia a mais para a chegada da vida nova.

Assim! Simples. Sem dor. Com sorrisos de sobra!