Quero a minha volta pessoas que somem, multipliquem e se dividam. Não quero mais quem me faz mal, quem me obriga a ficar distante do que gosto e a quem não consigo me entregar por inteiro.
Quero alguém que tenha olhos mais bondosos para o que há em volta. Alguém que enxergue o que há em volta, além de si mesmo.
Alguém que se sacrifique na mesma medida, mas não dispute os resultados, e sim se felicite por ter conseguido ou por me ajudar a conseguir.
Quero alguém que não me deixe com medos e que não use meus fantasmas para me diminuir. Quero alguém que se permita a dividir os seus fantasmas. Que acredite em mim e em quem eu possa acreditar.
Não gosto, mas quero um pouco de sobressaltos. Paixão. Quero um amor que não se acomode, que não arranje tantas desculpas e nem tenha preguiça de amar.
Eu quero viver um pouquinho mais. Quero alguém que me faça sentir mulher, antes de mãe, esposa, amiga.
Quero alguém que eu sinta orgulho de dizer "é meu". Estamos juntos. E que de fato eu sinta que estamos juntos para o que der e vier.
Quero dividir fantasias sem receios, sem ser criticada. Quero que se juntos tudo seja permitido para sermos felizes. Não quero me sentir só estando presa. Não quero estando junto me sentir só. E não quero prender.
Quero ter certeza que somos um para o outro. Quero ver mais amor nas atitudes do outro, mesmo que nunca saiam de sua boca as três palavrinhas mágicas "eu amo você".
Quero que fiques porque não quero mais me sentir só. Quero calmaria no sobressalto. Quero que os anos passem e nem o tesão, nem o respeito diminuam.
Quero sentir mais que gratidão. Quero sobressalto.
Todo mundo devia querer.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
O que não ousamos dizer
Já não escrevo. Escrever é verbalizar sentimentos e opiniões que nem sempre pedem vida. Embora fiquem pulsando dentro da gente.
São como formiguinhas na mente que ficam brincando com a nossa paz para adoçar a rotina. Ou nos sugá-los dela.
Mas, se a gente escreve corre o risco de ecoar aos montes aquilo que só nos faz bem no campo da imaginação.
Então a gente brinca que escreve para fingir para as formiguinhas que elas conseguiram seu propósito. E respira aliviado por saber que não cedeu a vontade do poeta adormecido que vive a espreita de nossas escolhas.
Ufa. Conseguimos. Ludibriamos a nós mesmos. Enganados e convencidos de que não foi dito mais que deveria. E o que importa segue velado.
São como formiguinhas na mente que ficam brincando com a nossa paz para adoçar a rotina. Ou nos sugá-los dela.
Mas, se a gente escreve corre o risco de ecoar aos montes aquilo que só nos faz bem no campo da imaginação.
Então a gente brinca que escreve para fingir para as formiguinhas que elas conseguiram seu propósito. E respira aliviado por saber que não cedeu a vontade do poeta adormecido que vive a espreita de nossas escolhas.
Ufa. Conseguimos. Ludibriamos a nós mesmos. Enganados e convencidos de que não foi dito mais que deveria. E o que importa segue velado.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
O que já não somos
Será que já está tudo tão errado que qualquer "fio de cabelo" é o fim?
Será que só podemos nos dar bem da meia-noite às oito e meia da manhã?
...
Será que já nos importamos tão pouco um com o outro que nada faz sentido?
Que não dá pra ceder nem por um instante?
Onde nos perdemos tanto?
O que fizemos de errado para apagar até os momentos felizes?
...
Afinal, quando foi que deixamos de sonhar juntos?
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
...
E
eu espero depois das seis, pelo começo do mês. Eu espero o fim de
semana e o começo da sexta-feira. Eu espero demais pelo que não vem. E
lá vou eu novamente, toda imaginação. E passado tanto tempo percebo que
amor é melhor do que paixão. Amor é calmaria. Sossego e travesseiro.
Paixão é cansaço, sobressalto e solidão. O primeiro lhe traz calma, o
segundo te invade como um furacão.
domingo, 19 de outubro de 2014
Do lado de cá...
Sonhei outra noite com um amor, daqueles que fazem os olhos brilhar e o coração bater mais forte.
Amor com aroma de café.
Daqueles que nos fazem ter medo de nos queimar.
A vida tem passado tão rápido e tem seguido por caminhos muitos diferentes daqueles que imaginei.
Eu sei, às vezes esperamos demais do outro.
É muito difícil perceber que depois do "Felizes para Sempre" há vida.
Há muita vida.
E aí o conto de fadas acaba.
É complicado demais ser dois, sendo um. Querer do outro o que ele não é capaz de oferecer.
Esperar que o outro abrace teus sonhos, entenda seus anseios e acalme teus medos.
Será que o amor só acertou na porta dos outros?
E será que ainda dá para recuperar aquele fio que deixamos escapar do novelo de lã?
Enrolar a linha bonitinha do jeito que foi um dia?
E será que adianta mudar? Será que existe um outro perfeito?
Será que existe o cara? Aquele que é homem, e é sensível.
Que brinca com os filhos, mas ajuda nas tarefas da casa?
Aquele que te inspira ir sempre além? Aquele com que se queira viver para sempre?
Ou será que pra lá do muro, tudo é igual?
E não saberíamos ser melhor para o outro?
Ou pior, será que o outro é somente um reflexo de tudo que você também não é?
...
"40 dias no espaço, em algum planeta deserto,
talvez de lá eu consiga voltar a ver o que eu não vejo de perto"
(40 Dias no Espaço - Leoni)
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