quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que não ousamos dizer



Já não escrevo. Escrever é verbalizar sentimentos e opiniões que nem sempre pedem vida. Embora fiquem pulsando dentro da gente.
São como formiguinhas na mente que ficam brincando com a nossa paz para adoçar a rotina. Ou nos sugá-los dela.
Mas, se a gente escreve corre o risco de ecoar aos montes aquilo que só nos faz bem no campo da imaginação.
Então a gente brinca que escreve para fingir para as formiguinhas que elas conseguiram seu propósito. E respira aliviado por saber que não cedeu a vontade do poeta adormecido que vive a espreita de nossas escolhas.
Ufa. Conseguimos. Ludibriamos a nós mesmos. Enganados e convencidos de que não foi dito mais que deveria. E o que importa segue velado.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O que já não somos


Será que já está tudo tão errado que qualquer "fio de cabelo" é o fim?
Será que só podemos nos dar bem da meia-noite às oito e meia da manhã?

...

Será que já nos importamos tão pouco um com o outro que nada faz sentido?
Que não dá pra ceder nem por um instante?

Onde nos perdemos tanto?
O que fizemos de errado para apagar até os momentos felizes?

...


Afinal, quando foi que deixamos de sonhar juntos?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

...








      E eu espero depois das seis, pelo começo do mês. Eu espero o fim de semana e o começo da sexta-feira. Eu espero demais pelo que não vem. E lá vou eu novamente, toda imaginação. E passado tanto tempo percebo que amor é melhor do que paixão. Amor é calmaria. Sossego e travesseiro. Paixão é cansaço, sobressalto e solidão. O primeiro lhe traz calma, o segundo te invade como um furacão.

domingo, 19 de outubro de 2014

Do lado de cá...




Sonhei outra noite com um amor, daqueles que fazem os olhos brilhar e o coração bater mais forte.
Amor com aroma de café.
Daqueles que nos fazem ter medo de nos queimar.
A vida tem passado tão rápido e tem seguido por caminhos muitos diferentes daqueles que imaginei.

Eu sei, às vezes esperamos demais do outro.
É muito difícil perceber que depois do "Felizes para Sempre" há vida.
Há muita vida.
E aí o conto de fadas acaba.

É complicado demais ser dois, sendo um. Querer do outro o que ele não é capaz de oferecer.
Esperar que o outro abrace teus sonhos, entenda seus anseios e acalme teus medos.
Será que o amor só acertou na porta dos outros?

E será que ainda dá para recuperar aquele fio que deixamos escapar do novelo de lã?
Enrolar a linha bonitinha do jeito que foi um dia?
E será que adianta mudar? Será que existe um outro perfeito?

Será que existe o cara? Aquele que é homem, e é sensível.
Que brinca com os filhos, mas ajuda nas tarefas da casa?
Aquele que te inspira ir sempre além? Aquele com que se queira viver para sempre?

Ou será que pra lá do muro, tudo é igual?
E não saberíamos ser melhor para o outro?
Ou pior, será que o outro é somente um reflexo de tudo que você também não é?

...

 "40 dias no espaço, em algum planeta deserto,
talvez de lá eu consiga voltar a ver o que eu não vejo de perto"


(40 Dias no Espaço - Leoni)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A nova versão do Homem de Aço

Sem todo escotismo dos filmes antigos, nova saga de Superman promete fortes emoções


Assistimos ontem ao tão esperado filme “O Homem de Aço”, passei mais de um ano ouvindo meu marido falar a respeito dos spoilers do filme e a ansiedade em vê-lo na tela era grande. Como seria contada a história dessa vez? Sabíamos que o Superman doce interpretado na série Lois and Clark e nas telonas por Christopher Reeve provavelmente não seria o Homem de Aço da vez.

Nos trailers lançados na rede nos últimos meses já podia-se antecipar os efeitos especiais impecáveis e que este seria um filme totalmente de ação e não somente do Superman escoteiro a que estávamos acostumados.

Mas, ontem no escurinho do cinema o que vimos foi mais. Efeitos sonoros de fazer o coração acelerar junto, a sensação real da velocidade do voo do Superman que só líamos nos quadrinhos e nunca conseguiram projetar nos filmes e uma Lois Lane interpretada perfeitamente. A interpretação de Amy Adams foi de colocar embaixo do tapete a última intérprete. A crítica chegou a lançar rumores que a participação da jornalista Lane seria curta e sem muito sal. Não foi o que vimos na tela. Lois Lane roubou a cena, o olhar apaixonado no meio da coragem sem noção da jornalista.

Muita ação, uma Metrópolis destruída e esse Superman foi uma total  inversão. Para os fãs de Smallville uma confusão total da história. Talvez outros, assim como eu não gostaram do uniforme com tom futurista que Clark usou, e desse tom de menino rebelde perdido de Kripton que vimos. Críticas? Sim, faltou a leveza do final do filme. A piada. Mas, para os que criticaram o final devo dizer, foi lindo!

Ainda não podemos esquecer de citar o General Zod, que foi perfeitamente interpretado e recriado neste longa. Me lembrou muito o Zod que víamos em Smallville e depois de passado o susto desse Superman denso e uma certa frustração de não ter visto a história de paixão melada que estávamos acostumados, admito que esta versão da história é melhor. Promete mais. E pronto, agora queremos spoilers de Homem de Aço 2... será que demora?!