sexta-feira, 14 de maio de 2010

O amor assim tão simples e tão brusco.
Tão complexo na sua simplicidade.
Amor assim, tão fugitivo e tão acessível.

Seremos felizes na Temporada das Flores?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quero saber do mundo, muito mais.
Quero todos os porquês, os sinais, os sintomas, os inversos, o sentido, o irreal.
Quero ver, ouvir, falar.

Quero mais.

Quero saber do mundo de um tudo.
Quero saber de tudo.
Muito mais.

domingo, 28 de março de 2010

Intensidade...

Tem poesia pulsando em minhas veias,
tem uma saudade intensa,
vontades interditadas.

E na ausência o encontro das possibilidades,
e o desânimo, sem não faz sentido.
Toda a saudade.
Toda a rotina.

E aquela velha vontade,
A eterna insatisfação, esse lado Byron, esse lado negro do sentir.
"A maldição"...

"A vida é mais que um mero poema" (Rosa de Saron)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pelos seis...


Seis meses? Meio ano apenas de muitos que virão.Mas, quem somos nós hoje aos seis?
E quem éramos antes?
Eu, tão só, ele ali, e de repente nós e todo o tumulto que contempla a vida a dois.
O excesso de responsabilidades, o peso da rotina, as dificuldades. Já foram tantos os momentos, nestas 24hrs que somos um. E já foram tantas as 24hrs.
E formaram-se os meses, o meio. A metade do percurso. De um milímetro do que deve ser percorrido.
Os sonhos, os ideais conquistados. Nosso apartamento em construção, nosso carro, estamos quase lá. A filha... a filha que todos os meses acho que veio, e descobrimos que não... “só mais um pouco Schali”...

Sim, as brigas, a sogra, o filho, as manhas, as contas... Tudo que já pesou.
Mas, a calmaria, o fim de cada briga no aconchego do abraço do outro, sem o medo de dizer “desculpa, eu extrapolei” ou simplesmente “não importa, eu te amo”.
E enfim fomos feito, esculpidos assim um pelo outro, uma forma que se encaixa, ou pecinhas de lego...
A parceria incondicional.
A força e a delicadeza.
O medo e a coragem.
A paciência e a pressa.
O atraso e a correria.
A calmaria e a ansiedade.
A coceira e os grilos.
Os bichos e o chinelo.
As mamadeiras da madrugada.
Os banhos.
Os sorvetes com Coca-Cola.
Os domingos de cama.
Os sábados também.
Os filmes, as séries, os risos, os choros, o cansaço e o eterno descanso do abraço.

De tudo isso e mais um pouco,
De quase nada ainda,
Somos feitos.
E de tudo que está por vir.

Aos seis meses do nosso casamento, da nossa sociedade!

segunda-feira, 15 de março de 2010

A minha paixão - ela...




Palavras me traduzem de um jeito que eu nem sei,
Elas dizem tudo aquilo que me parece incerto
Quando saem delas é certeza
Elas falam por mim e dizem por si

São elas que me tornam real
Vivente, vivaz
Os anos passam, e por mais mudanças que haja, é nelas a minha fonte.

Eu me transformei, mas elas continuam ali sólidas, translúcidas e serenas.
Elas continuam falando por mim.
Continuam falando o que eu já nem pensava em dizer.

Somos feitos do que pensamos?
Ou o que pensamos é o que nos torna alguém?

As palavras são marcas no tempo
Marcas de almas que não vivem só
Almas inquietas, viajantes, passageiras do tempo e da realidade...

Palavras, a primeira prova do que somos
A forma que agimos e o que dizemos
A primeira prova de inteligência,
Aquilo que observamos, e dali extraímos aprendizados.

Eu? Eterna amante delas...