Quero saber do mundo, muito mais.
Quero todos os porquês, os sinais, os sintomas, os inversos, o sentido, o irreal.
Quero ver, ouvir, falar.
Quero mais.
Quero saber do mundo de um tudo.
Quero saber de tudo.
Muito mais.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Intensidade...
Tem poesia pulsando em minhas veias,
tem uma saudade intensa,
vontades interditadas.
E na ausência o encontro das possibilidades,
e o desânimo, sem não faz sentido.
Toda a saudade.
Toda a rotina.
E aquela velha vontade,
A eterna insatisfação, esse lado Byron, esse lado negro do sentir.
"A maldição"...
"A vida é mais que um mero poema" (Rosa de Saron)
tem uma saudade intensa,
vontades interditadas.
E na ausência o encontro das possibilidades,
e o desânimo, sem não faz sentido.
Toda a saudade.
Toda a rotina.
E aquela velha vontade,
A eterna insatisfação, esse lado Byron, esse lado negro do sentir.
"A maldição"...
"A vida é mais que um mero poema" (Rosa de Saron)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Pelos seis...

Seis meses? Meio ano apenas de muitos que virão.Mas, quem somos nós hoje aos seis?
E quem éramos antes?
Eu, tão só, ele ali, e de repente nós e todo o tumulto que contempla a vida a dois.
O excesso de responsabilidades, o peso da rotina, as dificuldades. Já foram tantos os momentos, nestas 24hrs que somos um. E já foram tantas as 24hrs.
E formaram-se os meses, o meio. A metade do percurso. De um milímetro do que deve ser percorrido.
Os sonhos, os ideais conquistados. Nosso apartamento em construção, nosso carro, estamos quase lá. A filha... a filha que todos os meses acho que veio, e descobrimos que não... “só mais um pouco Schali”...
Sim, as brigas, a sogra, o filho, as manhas, as contas... Tudo que já pesou.
Mas, a calmaria, o fim de cada briga no aconchego do abraço do outro, sem o medo de dizer “desculpa, eu extrapolei” ou simplesmente “não importa, eu te amo”.
E enfim fomos feito, esculpidos assim um pelo outro, uma forma que se encaixa, ou pecinhas de lego...
A parceria incondicional.
A força e a delicadeza.
O medo e a coragem.
A paciência e a pressa.
O atraso e a correria.
A calmaria e a ansiedade.
A coceira e os grilos.
Os bichos e o chinelo.
As mamadeiras da madrugada.
Os banhos.
Os sorvetes com Coca-Cola.
Os domingos de cama.
Os sábados também.
Os filmes, as séries, os risos, os choros, o cansaço e o eterno descanso do abraço.
De tudo isso e mais um pouco,
De quase nada ainda,
Somos feitos.
E de tudo que está por vir.
Aos seis meses do nosso casamento, da nossa sociedade!
E quem éramos antes?
Eu, tão só, ele ali, e de repente nós e todo o tumulto que contempla a vida a dois.
O excesso de responsabilidades, o peso da rotina, as dificuldades. Já foram tantos os momentos, nestas 24hrs que somos um. E já foram tantas as 24hrs.
E formaram-se os meses, o meio. A metade do percurso. De um milímetro do que deve ser percorrido.
Os sonhos, os ideais conquistados. Nosso apartamento em construção, nosso carro, estamos quase lá. A filha... a filha que todos os meses acho que veio, e descobrimos que não... “só mais um pouco Schali”...
Sim, as brigas, a sogra, o filho, as manhas, as contas... Tudo que já pesou.
Mas, a calmaria, o fim de cada briga no aconchego do abraço do outro, sem o medo de dizer “desculpa, eu extrapolei” ou simplesmente “não importa, eu te amo”.
E enfim fomos feito, esculpidos assim um pelo outro, uma forma que se encaixa, ou pecinhas de lego...
A parceria incondicional.
A força e a delicadeza.
O medo e a coragem.
A paciência e a pressa.
O atraso e a correria.
A calmaria e a ansiedade.
A coceira e os grilos.
Os bichos e o chinelo.
As mamadeiras da madrugada.
Os banhos.
Os sorvetes com Coca-Cola.
Os domingos de cama.
Os sábados também.
Os filmes, as séries, os risos, os choros, o cansaço e o eterno descanso do abraço.
De tudo isso e mais um pouco,
De quase nada ainda,
Somos feitos.
E de tudo que está por vir.
Aos seis meses do nosso casamento, da nossa sociedade!
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Novas histórias,
Trilha de um coração
segunda-feira, 15 de março de 2010
A minha paixão - ela...

Palavras me traduzem de um jeito que eu nem sei,
Elas dizem tudo aquilo que me parece incerto
Quando saem delas é certeza
Elas falam por mim e dizem por si
São elas que me tornam real
Vivente, vivaz
Os anos passam, e por mais mudanças que haja, é nelas a minha fonte.
Eu me transformei, mas elas continuam ali sólidas, translúcidas e serenas.
Elas continuam falando por mim.
Continuam falando o que eu já nem pensava em dizer.
Somos feitos do que pensamos?
Ou o que pensamos é o que nos torna alguém?
As palavras são marcas no tempo
Marcas de almas que não vivem só
Almas inquietas, viajantes, passageiras do tempo e da realidade...
Palavras, a primeira prova do que somos
A forma que agimos e o que dizemos
A primeira prova de inteligência,
Aquilo que observamos, e dali extraímos aprendizados.
Eu? Eterna amante delas...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O que não entendo
Perdi poucas pessoas próximas, e quando as perdi ainda não entendia muito.
De repente são tantas querendo ir.
E tudo é tão complexo.
Uma tia, que escrevia um livro, que nem sei se foi publicado e não tive a chance de dizer tchau.
Um tio agora, que não sei o que vai acontecer. Mas, vejo o sofrimento dos outros, a dor. A dor que isso traz e é tão complexo.
Uma prima, com filhas pequenas.
Essa não seria a época errada?
Mas, a morte tem o momento certo?
Não é sempre o momento errado?
Eu aqui, ainda, tentando viver, aos tropeços, tentando acertar, tentando ser mais tolerante com o marido, mais amavél com a sogra, mais paciente com o filho, mais carinhosa com a família com quem já briguei tanto e durante tanto tempo.
Eu aqui errando tanto ainda, super valorizando a roupa na máquina, o chão por varrer, as horas intermenaveis no computador.
O que vale a pena?
A irmã separando. E eu que acabei de casar. A dor por ela, dor da perda.
A dor que entendo.
A perda do sonho do fim da faculdade.
A perda da adolescência prematura com a chegada do filho não planejado. Os medos, o medo de nunca formar família, de nunca conseguir a liberdade, de ser prisioneira de um momento bobo.
Mas, Deus na Sua bondade infinita me deu quase tudo - o marido, o melhor que poderia ter, a sogra - a melhor também, o sogro - idem. E os pais que também o melhor que puderam ser e me deram o melhor que podiam dar - me deram a chance de sentir. Me ensinaram a sentir e a respeitar o que sinto, o que os outros sentem.
Mas, não sei lidar com a dor.
Queria colocar a dor na ferida da irmã, queria dizer pra ela que alguém melhor vai aparecer, que os filhos vão ama-la por tudo que está fazendo sozinha, que ela pode ser mais feliz, pode ser melhor assim.
Mas, não me sinto no direito de cutucar a ferida.
A dor da perda. A dor do que não entendo.
"Sou humano demais para compreender, humano demais para entender"
(Pde Fábio de Melo)
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