quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ontem,




Ontem eu precisei um tanto de ti.
Em meus sonhos contava com seu abraço, com seu sorriso. Um afago qualquer.
Ontem eu até tentei lhe dizer, mas você pareceu não me ouvir...
Pareceu não entender.
Acho que muitas vezes você não compreende. É isso de viver num mundo seu demais, e eu no meu.
Sem sintonia. Sem garantia alguma.
Mas, ontem eu precisei de ti um tanto.

Era uma lágrima abafada e um corte na alma.
Um coração sem pulsos e um olhar que via e desconhecia.
Faz parte de mim, não sendo. Faz parte do estar aqui e permanecendo aí.

Tem gente no meio do caminho, mas ontem o abraço que precisei não estava por ali.
Faltou algum sorriso, faltou alguém. E poxa... ontem eu precisei um tanto de ti.
De tudo tive medo, medo desse estar só que onde eu não me cabia.

Ontem faltava um pouco do meu outro lado.
Ontem me faltou um beijo.
Um convite, uma consideração qualquer. Ontem eu não tinha nem coca-cola e chocolate.
Ganhei hoje um convite que não pude aceitar. Mas, admito que eu quis. Ando precisando de tudo que ontem você não pôde me dar.

Poxa..eram alguns minutos apenas.
Que eu precisei um tanto de ti.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porque são vários fins




Não é frescura. Não é melodrama. Não é pensamento negativo. É apenas uma vontade.
Que me incomoda. Mas que está presente. Que vai e volta. E fica. Invade meu sono. Quer torná-lo maior.
É querer acabar com tudo que está errado. O mundo parece ficar melhor. Um a menos. Um que não fará falta. Ela voltou. Intensa demais. Mas, quem faz não diz. Pode ser. O que falta é coragem. Já pensei em mil possibilidades, mil formas. Mas, eu só quero mesmo é chorar. É derrubar a maldita máscara de forte que criei. Eu não sou forte. Eu não quero ser. Eu não sou mais compreensiva.
E sim, eu erro. Erro demais. E pior, quero continuar errando.
Gosto do erro. Gosto de onde erro. Eu não sei amar. Eu não sei viver essa vida, que pra mim soa medíocre. Nada aqui me faz feliz. Essa de hoje não é quem quero ser. Não sou assim. Sou tão mais. Já fui tão melhor.
To com saudades de mim. Saudades dos meus sonhos esquisitos, de querer escrever um livro. De estar cansada do trabalho, da faculdade, de ter um domingo muito meu.
Estou me boicotando. Quero destruir esta relação. Ela me faz mal. Não suporto ser assim. Quero ser mãe e não filha. Não quero ser sua filha. Quero cuidar da minha vida, da minha casa, da minha roupa, do meu lugar, do meu jardim. E não, eu não quero que você faça parte. Essa relação acaba comigo. Destrói o melhor de mim. Suga meu amor próprio e tudo agora desaba. Se eu te odeio? Não, de jeito algum. Eu amo você. O que odeio são suas atitudes para comigo, são suas omissões, as negligências, o tempo escasso, a falta de diálogo e excesso de esforços que faço. A conta estourou? Pergunte porquê. Foi pelas vezes que você não me ouviu e que tive que procurar outro ouvido, foi pelas vezes que fiquei sozinha tagarelando pro Bê, pra parede, pro teu cachorro. Chega! Quero férias de ti. Três meses sem te olhar, sem te ouvir, sem me magoar, sem disputar um minuto da sua atenção descomprometida. Sem tentar te ensinar a ser pai.
Não quero mais ser tua filha. Nunca mais nessa vida. Nem em outra. Nem no passado. Nem em sonho. Nem em pesadelo. Nem na morte que está a espreita.

Os absurdos que espero...




"Só sei desse jeito,
meu jeito,
torto,
do avesso,
mas só assim que sei amar..."

Orgulho bobo




Para contar algo que não é tão apropriado, mas que eu achei o máximo.
O Bê, o meu pequeno, quase que recém-nascido, mal saído de meu útero. Aquele menino que ainda dá passos incertos. Aquele menino do olhar sorridente. Do olhar de contente.
É esse menino mesmo que me fala sem dizer palavras. O menino que engatinha atrás de mim por onde vou me chamando de: mamãe. O menino que é meu bebê, mas que já não me deixa embalá-lo ao som de “mãezinha do céu”.
Ahh...o meu menininho já aprendeu a usar o banheiro. Sim, meu menino pequenino está se tornando um homenzinho.
E tive orgulho!
Foi meu orgulho mais bobo. Mas, me senti orgulhosa por ensiná-lo essa tarefa que todos
executam com tamanha normalidade. Mas, para ele, meu pequeno homem foi um evento. Com direito a aplausos e risos. E ele entendeu.
Entendeu que alcançou o primeiro sucesso.

...





"Porque existindo tantos outros,
insisto em querer o mesmo?"